Perspectivas para a Itaúsa segundo o Safra
O Safra considera a Itaúsa (ITSA4) uma oportunidade atraente para capitalizar sobre o promissor desempenho do Itaú. Recentemente, os analistas da instituição revisaram o preço-alvo para as ações do banco.
Para a holding que controla o ITUB4, o novo preço-alvo foi elevado para R$ 15, representando um potencial de valorização de 28% em relação aos níveis atuais. De acordo com os cálculos realizados pelos analistas Daniel Vaz, Maria Luisa Guedes e Rafael Nobre, o desconto de holding associado ao papel chega a 25%.
Distribuição de Dividendos
Uma das principais fontes de dividendos da Itaúsa provém do Itaú. A política da holding é a de distribuir todos os dividendos recebidos do banco de forma integral.
Os analistas afirmam que, em função da iminente implementação, no Brasil, de uma retenção de 10% na fonte sobre dividendos mensais que superem R$ 50 mil a partir do próximo ano, o conselho administrativo do Itaú deve considerar a possibilidade de declarar e pagar dividendos antes do final de 2025.
Conforme os cálculos, o banco tem a previsão de pagar R$ 22,5 bilhões em dividendos até 2025, um valor expressivo comparado aos R$ 15 bilhões que foram anunciados como extraordinários para 2024. É importante ressaltar que essa quantia será também repartida com a Itaúsa.
“O rendimento implícito da Itaúsa, baseado em nossa estimativa de dividendos extraordinários para 2025, que totalizam R$ 22,5 bilhões (dos quais R$ 8,4 bilhões correspondem à participação da Itaúsa), é de 6,5%, o que representa uma diferença de 100 pontos-base em relação ao retorno da própria Itaúsa”, afirmam os analistas.
Desempenho do Desconto da Itaúsa
Os analistas do Safra observam que o desconto da Itaúsa aumentou entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, chegando a estabilizar-se em 25%. Esse índice é cerca de 300 pontos-base acima da média histórica.
Para o Safra, os principais fatores que poderiam levar à redução desse desconto de holding, em ordem de eficácia, são:
- uma surpresa positiva na divulgação dos dividendos do Itaú;
- uma diminuição nas taxas de juros;
- a eliminação da ineficiência do PIS/COFINS após a implementação da reforma tributária.
Fonte: www.moneytimes.com.br

