Seguindo as tendências, investidores aumentam suas ações com a queda da volatilidade, afirma o BofA.

Aumento nas Posições de Investidores em Ações dos EUA

Investidores que seguem tendências têm aumentado constantemente suas posições em ações dos Estados Unidos, à medida que a volatilidade do mercado apresenta uma diminuição. Essa afirmação foi feita pelo Bank of America.

Posições Longas em Índices

O banco destacou que os consultores de negociação de commodities (CTAs) têm mantido posições longas máximas em futuros do S&P 500, Nasdaq 100 e Nikkei 225 por um período considerável. A redução da volatilidade nos mercados provavelmente incentivou esse contínuo acúmulo de compras.

O modelo do Bank of America indica que as posições compradas no S&P 500 atingiram o nível mais elevado desde 17 de dezembro de 2024. Essa data foi um dia anterior ao corte agressivo da taxa de juros pelo Federal Reserve, que ocasionou uma queda de 3% no índice.

Riscos de Desfazimentos

Embora o aumento nas posições compradas eleve o risco de desfazimentos mais significativos em caso de uma reversão do mercado, analistas do Bank of America, liderados por Chintan Kotecha, afirmaram que, no momento, os níveis de stop-out permanecem distantes, uma vez que as ações estão em máximas históricas.

Posicionamento em Outros Índices e na Europa

Os CTAs também mantêm posições compradas no Russell 2000, embora em uma extensão menor em comparação a outros índices principais dos Estados Unidos. Na Europa, houve uma redução nas posições no Euro Stoxx 50 na semana passada.

Movimentações em Renda Fixa

No setor de renda fixa, os seguidores da tendência aumentaram suas posições compradas em títulos do Tesouro dos Estados Unidos e cobriram posições vendidas em títulos do governo federal (Bunds), bem como em títulos do governo da Coreia do Sul e da China. Analistas destacaram que os CTAs estão “mais alongados” em contratos futuros de notas do Tesouro dos EUA com vencimentos de 2, 5 e 10 anos, enquanto as posições compradas em contratos ultra são menores.

Expectativas para a Próxima Semana

As expectativas para a próxima semana indicam uma continuidade da tendência de alta nos preços, sugerindo mais compras dos CTAs em títulos. Fora dos Estados Unidos, é antecipada uma cobertura adicional de posições vendidas em títulos do governo federal (Bunds), KTBs e CGBs.

Posicionamento em Commodities

No segmento de commodities, os CTAs se posicionaram como compradores líquidos de alumínio pela primeira vez desde março, mesmo com a queda nos preços futuros ao longo da semana. O Bank of America alertou sobre a possibilidade de stop-outs, caso os preços vivenciem novos recuos.

Commodities em Destaque

O posicionamento do óleo de soja se manteve misto, embora o modelo preveja vendas na maioria das trajetórias na próxima semana. O momentum para o ouro se mantém forte, com modelos de tendência, tanto mais rápidos quanto mais lentos, sinalizando máximas nas posições compradas após cinco semanas consecutivas de ganhos.

Movimentações no Mercado de Câmbio

Em relação ao mercado de câmbio, as posições estão amplamente vendidas em dólar americano, exceto em relação ao iene japonês. Os níveis de stop-loss para a libra esterlina e o dólar australiano variam entre 64 e 78 pontos-base, aproximando esses ativos de potenciais reversões.

Impacto do Aumento do Gama no S&P 500

Analistas também observaram que o aumento do gama das opções do S&P 500 contribuiu para a redução da volatilidade realizada. O gama médio mensal, que agora está em US$ 7,6 bilhões, mais que dobrou no último mês. Esse efeito estimado na volatilidade realizada também dobrou, alcançando 1,6 ponto percentual.

No fechamento de quinta-feira, o gama do S&P 500 estava em US$ 7,1 bilhões, correspondendo ao 74º percentil em comparação ao ano anterior. O próximo vencimento trimestral em setembro pode manter o gama elevado, especialmente se o índice se aproximar da marca de 6.500.

Este conteúdo é meramente informativo e não deve ser interpretado como aconselhamento financeiro, de investimento ou qualquer forma profissional. Não se deve considerar como uma recomendação para compra ou venda de valores mobiliários ou instrumentos financeiros. Todos os investimentos envolvem riscos, incluindo a possibilidade de perda do capital investido. O desempenho passado não é um indicativo de resultados futuros. É recomendável que o leitor conduza sua própria pesquisa e consulte um consultor financeiro qualificado antes de tomar decisões de investimento.

Fonte: br.-.com

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