Senado dos EUA votará sobre uso militar na Venezuela
A votação no Senado dos Estados Unidos ocorrerá nesta quinta-feira, com o objetivo de interromper o uso do poder militar pelo presidente Donald Trump na Venezuela, sem a autorização do Congresso. O movimento se dá menos de uma semana após o presidente ter ordenado uma ação militar que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, sem consultar a ala legislativa.
Medida e autorização do Congresso
A proposta, conhecida como Resolução de Poderes de Guerra, requer apenas uma maioria simples para ser aprovada no Senado, que é controlado pelos republicanos. Se aprovada, a medida obrigará Trump a buscar a aprovação do Congresso antes de utilizar o poder militar novamente na Venezuela. Esta iniciativa está sendo apresentada pelo senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, e pelo senador republicano Rand Paul, de Kentucky.
Visão crítica sobre a intervenção militar
“Não se engane, bombardear a capital de outra nação e remover seu líder é um ato de guerra, puro e simples. Nenhuma disposição na Constituição confere tal poder à presidência”, declarou Paul em comunicado. A Constituição confere ao Congresso a autoridade para declarar guerra. Trump e seus aliados no Congresso argumentam que não era necessário consultar o Legislativo sobre a ação que capturou Maduro, afirmando que se tratava de uma operação de aplicação da lei. Atualmente, Maduro enfrenta acusações relacionadas a drogas em Nova York.
Histórico da proposta no Senado
No mês de novembro, o Senado já havia rejeitado uma resolução semelhante, com apenas dois republicanos—Paul e a senadora Lisa Murkowski, do Alasca—se unindo a todos os democratas para votar a favor dela. Antes da ação que resultou na captura de Maduro, Trump havia realizado um aumento militar em torno da Venezuela ao longo de vários meses.
Votação necessária e dinâmica do Congresso
Os republicanos mantêm uma maioria de 53 a 47 no Senado, o que significa que pelo menos quatro membros precisariam votar a favor da proposta para que ela fosse aprovada, mesmo que todos os democratas votem a favor. Além disso, a Câmara dos Representantes também precisaria aprovar a medida, caso ela passe pelo Senado. Os republicanos possuem uma maioria muito estreita na Câmara.
Posicionamento de senadores
A senadora Susan Collins, do Maine, declarou na quinta-feira que votará a favor da medida.
“Embora eu apoie a operação para capturar Nicolás Maduro, que foi extraordinária em sua precisão e complexidade, não apoio o comprometimento de forças adicionais dos EUA ou a entrada em qualquer envolvimento militar de longo prazo na Venezuela ou na Groelândia sem uma autorização específica do Congresso”, afirmou em um comunicado.
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Fonte: www.cnbc.com