Senadores pedem auditoria sobre liberação do DOJ

Grupo Bipartidário de Senadores Solicita Auditoria do DOJ Sobre Arquivos de Jeffrey Epstein

Na quarta-feira, um grupo bipartidário de senadores solicitou uma auditoria sobre como o Departamento de Justiça (DOJ) tem manejado os arquivos relacionados ao condenado sex offender Jeffrey Epstein.

Quebra de Lei

Em uma carta endereçada ao Inspetor Geral interino do DOJ, Don Berthiaume, doze senadores afirmaram que o DOJ havia violado uma lei, intitulada Epstein Files Transparency Act, que foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Donald Trump em novembro. Essa legislação determinou a liberação completa dos arquivos de Epstein, com mínimas redactions, até 19 de dezembro.

Falta de Transparecia

Os legisladores liderados pelos senadores Richard Blumenthal, D-Conn., Lisa Murkowski, R-Alaska, e Jeff Merkley, D-Ore., alegaram que o DOJ reteve arquivos, libera documentos que já estão disponíveis ao público, e redige certos materiais a um ponto em que "existem sérias dúvidas sobre se o Departamento está aplicando corretamente as exceções limitadas para redaction que são permitidas sob a Lei."

Necessidade de Avaliação Neutra

"Em razão da hostilidade histórica da Administração em liberar os arquivos, da politização mais ampla do caso Epstein e da falha em cumprir a Epstein Files Transparency Act, uma avaliação neutra de sua conformidade com os requisitos de divulgação estatutária é essencial", escreveram os senadores.

Papel do Inspetor Geral

Os inspetores gerais atuam como vigilantes independentes, realizando auditorias e investigações de agências federais. O inspetor geral do DOJ é "idealmente posicionado" para realizar uma auditoria, pois tem acesso completo aos arquivos, conforme afirmaram os legisladores.

Mudanças na Administração de Inspetores Gerais

No início de seu segundo mandato, Trump demitiu mais de uma dúzia de inspetores gerais em todo o governo federal, mas manteve o vigilante do DOJ, Michael Horowitz, que ocupava o cargo desde 2012. Horowitz deixou o cargo em junho para assumir uma posição equivalente no Federal Reserve. Trump nomeou Berthiaume para ser o novo vigilante interno do DOJ em outubro.

Liberação de Documentos

O DOJ liberou dois grandes lotes de arquivos de Epstein desde 19 de dezembro, mas a liberação lenta dos documentos gerou descontentamento entre os legisladores de ambos os partidos.

Comunicação com o Congresso

Em uma carta ao Congresso na sexta-feira, o advogado-geral adjunto Todd Blanche informou aos legisladores que o DOJ liberaria os arquivos de forma "gradual" até o final do ano, contrariando os requisitos da lei. Em uma atualização postada na plataforma X na quarta-feira, o DOJ acrescentou que mais de um milhão de documentos potencialmente relacionados a Epstein foram descobertos pela Procuradoria dos EUA para o Distrito Sul de Nova York e pelo FBI. "Devido ao grande volume de material, esse processo pode levar mais algumas semanas", afirmou a publicação.

Reações no Senado

O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, D-N.Y., afirmou na segunda-feira que forçaria o Senado a votar para processar o DOJ pela liberação total dos arquivos. Além disso, os representantes Thomas Massie, R-Ky., e Ro Khanna, D-Calif., ameaçaram convocar a procuradora-geral Pam Bondi e Blanche ao desacato inerente.

Compromisso com a Justiça

"O que os sobreviventes merecem é justiça. A liberação do DOJ não está conforme a Epstein Files Transparency Act e não garante o que os sobreviventes têm assegurado sob a nova lei", declarou Massie em um post na plataforma X na segunda-feira.

Situação de Donald Trump

Trump, que foi amigo de Epstein, estava em grande parte ausente da liberacão inicial de documentos na última sexta-feira. O último lote de arquivos, divulgado na terça-feira, incluiu várias menções a Trump, entre elas, um e-mail que sugere que Trump viajou com frequência no avião particular de Epstein na década de 1990.

Resposta do DOJ

Trump negou qualquer irregularidade associada ao financista desacreditado de Nova York. Na terça-feira, o DOJ publicou em X que "alguns desses documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas feitas contra o presidente Trump que foram submetidas ao FBI pouco antes da eleição de 2020."

Posicionamento de Trump em Campanha

Durante sua campanha presidencial de 2024, Trump sugeriu estar aberto à desclassificação de alguns arquivos relacionados a Epstein, mas lutou por grande parte deste ano para mantê-los em sigilo. Ele se referiu ao alvoroço em torno dos arquivos de Epstein como uma "farsa" e pressionou alguns representantes republicanos a retirarem seu apoio à legislação que eventualmente obrigaria sua liberação.

Apoio à Transparência

Conforme a Epstein Files Transparency Act parecia prestes a avançar no Congresso, Trump, de maneira tardia, deu sua aprovação ao esforço. "A total transparência—como chamado corajosamente e repetidamente pelos sobreviventes—é essencial para a identificação de membros de nossa sociedade que possibilitaram e participaram dos crimes de Epstein. Os sobreviventes merecem o total esclarecimento", escreveram os parlamentares.

Participação de Murkowski

Murkowski foi a única republicana a assinar a carta, embora a Epstein Files Transparency Act tenha sido aprovada por ambas as câmaras com amplo apoio bipartidário.

Correção

Esta reportagem foi atualizada para refletir a grafia correta do nome do Inspetor Geral interino Don Berthiaume.

Fonte: www.cnbc.com

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