Situação dos Correios é crítica e afeta as contas públicas, afirma Durigan

Situação dos Correios e Impactos no Relatório Bimestral

A situação dos Correios é considerada bastante delicada e tem gerado um impacto negativo significativo no relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, que acompanha as contas do governo. Essa análise foi apresentada nesta segunda-feira pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.

Problemas Estruturais

Em entrevista à imprensa, Durigan enfatizou que a estatal enfrenta problemas graves que precisam ser abordados. Ele ressaltou que o plano de recuperação a ser implementado pela companhia poderá resultar em um impacto fiscal em 2026 que pode ser ainda mais intenso do que o previsto para o ano atual.

Detalhes do Relatório Fiscal

O relatório fiscal apresentado pela equipe econômica, divulgado na última sexta-feira, mostrou uma redução nas medidas de contenção de gastos dos ministérios, que passaram de R$12,1 bilhões para R$7,7 bilhões. Contudo, o documento também indicou um aumento na projeção de déficit fiscal para o ano.

Esse crescimento na projeção de déficit é atribuído principalmente ao resultado financeiro negativo dos Correios, que têm registrado prejuízos substanciais, o que gera a necessidade de compensação por parte do Tesouro Nacional.

Expectativas para 2026

Durigan comentou que a empresa realmente enfrenta problemas estruturais significativos que devem ser abordados dentro do plano de reestruturação. Segundo ele, isso pode possivelmente acarretar um impacto fiscal ainda maior em 2026, embora não tenha fornecido números exatos a esse respeito.

Alternativas para Recuperação

Entre as alternativas discutidas para melhorar a situação dos Correios, está a possibilidade de uma operação de crédito com garantia do Tesouro. Durigan destacou que, no momento, não está sendo considerada uma injeção direta de recursos do governo para a recuperação da estatal.

Metas Fiscais do Governo

O secretário também mencionou que o governo está em caminho para cumprir a meta fiscal de déficit fiscal zero para 2025. Essa meta possui uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB).

Para 2026, a meta estipulada é de superávit de 0,25% do PIB, também com a mesma tolerância. Durigan afirmou que a administração enfrenta o desafio de aprovar no Congresso Nacional uma série de medidas que já estão sendo analisadas, as quais poderão impactar em R$30 bilhões no próximo ano. Essas medidas incluem a tributação de apostas online e de instituições financeiras, além de revisões nas renúncias tributárias.

Recursos Discricionários e Despesas Obrigatórias

O secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, Gustavo Guimarães, completou a análise ao explicar que parte dos recursos discricionários liberados até o momento já foi cancelada e utilizada para cobrir despesas obrigatórias. Ele informou ainda que, após esses ajustes, a margem aberta nas contas deste ano será de R$644 milhões.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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