Suprema Corte dos EUA analisa demissão da diretora Lisa Cook

Tentativa de Demissão no Federal Reserve

A Suprema Corte dos Estados Unidos realizará uma avaliação, na próxima quarta-feira (21), sobre a legalidade da tentativa do presidente Donald Trump de destituir a diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook.

No mês de agosto do ano passado, o presidente determinou a saída de Cook do cargo, alegando impropriedade em empréstimos hipotecários.

Na ocasião, Trump afirmou que existiam evidências suficientes de que a diretora havia feito declarações falsas em pedidos relacionados a hipotecas. “No mínimo, a conduta em questão demonstra o tipo de negligência severa em transações financeiras que compromete sua competência e confiabilidade como reguladora financeira”, declarou Trump.

Desde então, Lisa Cook impetrou uma ação judicial contra a decisão do presidente.

É importante destacar que a Suprema Corte demonstrou, quatro meses após o início do segundo mandato de Trump, interesse em proteger o Federal Reserve de intervenções políticas.

Tensão entre Trump e o Federal Reserve

A disputa legal referente à tentativa de Trump de demitir Cook sinaliza a importância da política monetária dos Estados Unidos em jogo. Este caso representa o segundo incidente de grande relevância econômica proveniente da administração de Trump que está sendo analisado pela Suprema Corte durante seu atual mandato.

A Corte, que possui uma maioria conservadora, já ouviu argumentos em novembro relacionados às tarifas globais implementadas por Trump. Os juízes expressaram ceticismo acerca da legalidade desses impostos de importação, que afetam quase todos os parceiros comerciais dos EUA.

As decisões sobre as tarifas e sobre a situação de Cook são esperadas para o final de junho, embora possam ser antecipadas.

O tribunal tem demonstrado uma postura de deferência a Trump em diversas decisões emergenciais desde seu retorno ao cargo. Entretanto, a disposição dos juízes em fortalecer a influência de Trump sobre a economia pode ser menos evidenciada.

“Acredito que eles têm preocupações sobre o impacto que a remoção da independência do banco central poderia ter na economia”, afirmou John Yoo, ex-advogado do Departamento de Justiça durante a presidência do republicano George W. Bush.

“Parece ser um princípio fundamental da macroeconomia, suportado pela experiência de outros países, que a supervisão política sobre a oferta de moeda, taxas de juros e o próprio banco central, inevitavelmente, resultará em inflação”, complementou Yoo, que atualmente é professor de direito na Universidade da Califórnia em Berkeley.

Conforme analisado por especialistas em direito, a Corte não se envolveu de forma tão direta na política econômica dos Estados Unidos desde que os juízes examinaram a constitucionalidade do chamado “New Deal”, a agenda do presidente democrata Franklin Roosevelt, durante a década de 1930, em meio à crise da Grande Depressão.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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