Governo Brasileiro Se Prepara para Impactos da Crise na Venezuela
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou no último sábado (3) que o Sistema Único de Saúde (SUS) já está preparado para lidar com os efeitos da situação na Venezuela e para possíveis desdobramentos do conflito militar no país vizinho. Sua declaração reflete a preocupação do governo brasileiro com um eventual aumento no fluxo migratório pela fronteira Norte.
Padilha utilizou suas redes sociais para informar que as equipes e estruturas do SUS foram mobilizadas desde o início das operações militares nas proximidades da Venezuela.
SUS Reforça Atuação na Fronteira com a Venezuela
O ministro informou que foram ativadas a Força Nacional do SUS, a agência do SUS e equipes de Saúde Indígena, com o objetivo de mitigar os impactos do conflito na saúde pública brasileira. A prioridade é dada a Roraima, que é a principal porta de entrada de venezuelanos no Brasil.
Ele enfatizou que o SUS continuará a prestar atendimento a todos que necessitarem em território nacional, enquanto o governo monitora os desdobramentos da crise na Venezuela.
Roraima Já Sente Efeitos da Crise da Venezuela
De acordo com Padilha, o Ministério da Saúde e o SUS em Roraima já estão notando efeitos diretos da crise na Venezuela. Para lidar com essa situação, os investimentos federais foram aumentados, especialmente após a interrupção dos financiamentos dos Estados Unidos que apoiavam a Operação Acolhida, uma iniciativa de acolhimento humanitário destinada a refugiados venezuelanos.
O ministro ressaltou que houve um reforço nos recursos destinados à saúde, bem como a ampliação das equipes e o aumento do número de profissionais de saúde nas áreas urbanas e nas comunidades indígenas.
Condenação Indireta ao Uso da Força
Padilha foi o primeiro membro do governo brasileiro a se pronunciar publicamente após a detenção do presidente Nicolás Maduro, realizada por forças dos Estados Unidos, lideradas pelo presidente Donald Trump. Embora não tenha nomeado diretamente os envolvidos, o ministro condenou a utilização de força no conflito.
Ele afirmou: “Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio. Guerra mata civis, destrói serviços de saúde e impede o cuidado às pessoas”.
Saúde Diante da Crise Regional
O ministro enfatizou que o Brasil permanecerá priorizando o atendimento na área da saúde, independentemente do cenário regional. Essa estratégia inclui vigilância epidemiológica, capacidade hospitalar e atenção básica reforçada nas áreas que estão mais expostas aos efeitos da crise na Venezuela.
A declaração do ministro acontece em um contexto de crescente escalada diplomática e militar entre os países envolvidos, destacando o papel fundamental do SUS na prestação de atendimento humanitário nas regiões do Norte do Brasil.
Fonte: timesbrasil.com.br