Tenda (TEND3) Registro de Lucro no Primeiro Trimestre
A empresa de construção Tenda (TEND3) reportou um lucro líquido consolidado de R$183,4 milhões no primeiro trimestre deste ano. Esse resultado representa mais do que o dobro do lucro registrado no mesmo período do ano anterior e superou as expectativas do mercado, conforme o balanço divulgado nesta terça-feira, dia 5.
Desempenhos Financeiros
A construtora, que opera predominantemente no segmento de baixa renda, também anunciou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado consolidado de R$256,7 milhões, refletindo um crescimento de 68% em relação ao ano passado.
De acordo com dados da LSEG, as projeções de analistas indicavam uma expectativa média de lucro líquido de R$129,6 milhões para a Tenda no primeiro trimestre, além de um Ebitda estimado em R$201,5 milhões.
A companhia apresentou uma geração de caixa operacional consolidada de R$112,2 milhões durante o período.
A margem líquida da Tenda foi de 15,5% no primeiro trimestre, comparada a 9,9% nos três primeiros meses de 2025. A receita líquida totalizou R$1,18 bilhão, o que representa um aumento de 37% em comparação ao ano anterior.
Aumento nos Lançamentos e Vendas
No trimestre, a Tenda aumentou seus lançamentos consolidados em 60%, atingindo R$1,46 bilhão. Além disso, as vendas líquidas cresceram quase 41%, totalizando R$1,53 bilhão.
Perspectivas do Mercado
Ao comentar sobre o desempenho e as expectativas futuras, a Tenda afirmou que o mercado se mantém atento ao aumento dos custos de construção, com especial foco na inflação medida pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). A empresa destacou que, após enfrentar os desafios impostos pelo período pós-pandemia, passou por uma transformação estrutural em seu modelo de gestão, que incluiu o fortalecimento dos controles internos, a revisão dos critérios orçamentários e a otimização dos processos operacionais.
Segundo a Tenda, essa melhoria em sua operação tem o efeito de reduzir a exposição a choques inflacionários relevantes, mesmo em cenários de maior estresse econômico. A empresa ressaltou que, embora sua operação seja intrinsecamente sensível à inflação, agora ela possui instrumentos adequados para mitigar esse risco.
A empresa também enfatizou a evolução em sua gestão comercial e operacional desde 2020. Essa evolução permitiu à Tenda manter a velocidade das vendas (VSO) em níveis saudáveis, oscilando entre 25% e 30%, além de minimizar o descompasso entre as unidades vendidas e as obras concluídas. Esse ajuste, conforme mencionado pela companhia, ajuda a preservar o estoque e possibilitar a captura de preços em um contexto inflacionário.
Ajustes de Preço e Controle de Custos
A Tenda afirmou que já conseguiu observar sua capacidade de repasse de custos, com um aumento de 5,1% no preço raso e de 8,4% no preço médio de venda líquida no primeiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2025.
Além disso, a empresa destacou os avanços em seus mecanismos de controle, que possibilitam a identificação rápida de pressões de custo, permitindo ajustes nas decisões comerciais. Esse fator, segundo a Tenda, contribuiu para a expansão da Margem REF, que atingiu 42,2% no trimestre, estabelecendo um novo recorde histórico.
A Tenda informou que mantém uma abordagem conservadora em relação às provisões, que se encontram atualmente no maior nível histórico, representando 11% dos custos a incorrer nas obras. Essa provisão já incorpora uma expectativa de inflação implícita próxima a 8% para o ano de 2026.
Repercussões em Cenários Adversos
Mesmo em um cenário que é considerado adverso, no qual o INCC pode atingir 10% em 2026 e os reajustes nos recebíveis podem ser menores, a Tenda estima que o impacto sobre os resultados financeiros seria relativamente pequeno, cerca de R$ 20 milhões. Isso reforça a percepção de que a empresa possui baixa exposição a deteriorações inflacionárias mais acentuadas.
*Com informações da Reuters
Fonte: www.moneytimes.com.br

