Booz Allen Hamilton e o Cancelamento de Contratos
Anúncio do Cancelamento
Na segunda-feira, o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou que cancelou todos os contratos do Departamento do Tesouro com a consultoria Booz Allen Hamilton. A decisão segue o vazamento de registros fiscais do presidente Donald Trump, assim como de bilionários como Jeff Bezos e Elon Musk, para veículos de comunicação.
Impacto no Mercado
A divulgação da medida resultou em uma queda de 8% nas ações da Booz Allen Hamilton. O departamento informou que tem atualmente 31 contratos distintos com a empresa, totalizando cerca de 4,8 milhões de dólares em gastos anuais e 21 milhões de dólares em obrigações totais.
Declaração do Secretário do Tesouro
Em nota, Bessent declarou: “O presidente Trump confiou a seu gabinete a tarefa de eliminar desperdícios, fraudes e abusos, e cancelar esses contratos é um passo essencial para aumentar a confiança dos americanos no governo.” Ele acrescentou que a Booz Allen não implementou salvaguardas adequadas para proteger dados sensíveis, incluindo informações de contribuintes confidenciais às quais tinha acesso por meio de contratos com o Internal Revenue Service (IRS).
Detalhes do Caso de Vazamento
O departamento observou que, entre 2018 e 2020, Charles Edward Littlejohn, um funcionário da Booz Allen, “roubou e vazou as declarações de impostos e informações fiscais confidenciais de centenas de milhares de contribuintes.” A violação de dados afetou aproximadamente 406.000 contribuintes, conforme informações do IRS.
Consequências para Littlejohn
Littlejohn, de 40 anos, se declarou culpado em outubro de 2023 por um único crime de divulgação de informações de declaração de impostos. Ele admitiu ter vazado os registros fiscais de Trump para o The New York Times e também informações sobre indivíduos ricos para o veículo de comunicação ProPublica. Em janeiro de 2024, ele foi condenado à pena máxima de cinco anos de prisão.
Solicitação de Comentários
A CNBC entrou em contato com a Booz Allen em busca de comentários sobre os eventos recentes.
Fonte: www.cnbc.com