Tesouro só investirá nos Correios em último recurso, afirma Durigan.

Aportes do Tesouro Nacional nos Correios

O vice-ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta segunda-feira, 22 de outubro, que potenciais injeções de capital pelo Tesouro Nacional nos Correios devem ser tratadas como uma alternativa a ser considerada apenas em último recurso. Ele enfatizou que a prioridade do governo é acompanhar o plano de reestruturação da empresa estatal, especialmente após a recente mudança na diretoria, anunciada na semana anterior.

Plano de Ação da Nova Gestão

Em uma coletiva de imprensa realizada para apresentar o relatório bimestral de avaliação das contas do governo, Durigan explicou que a nova gestão dos Correios está desenvolvendo um plano de ação que será implementado em três etapas:

  1. Reorganização da diretoria
  2. Elaboração de um plano de curto prazo para 2025
  3. Criação de um plano de médio e longo prazo para enfrentar desafios estruturais

Durante a coletiva, Durigan abordou as complexidades que cercam a operação da estatal, afirmando: “De um lado, há o dever de universalização, que pode impor resultado deficitário para essa empresa pública; de outro, existe uma competição logística global, com concorrentes fortes e disputas de mercado intensas.” O ministro ressaltou a preocupação do Ministério da Fazenda em garantir que os Correios se mantenham como uma empresa pública robusta, destacando que essa tarefa será realizada em colaboração com o Ministério da Gestão e com o Ministério das Comunicações, que supervisiona a estatal.

Reunião com Executivos do Setor Financeiro

No dia 17 de outubro, Durigan se reuniu com representantes do Citibank e do BTG, instituições financeiras que fazem parte de um consórcio ligado aos Correios. Durante esse encontro, os executivos expressaram preocupação em relação à situação financeira da empresa. Durigan informou que o governo está comprometido em apoiar a reestruturação, mas o enfoque será colocado em melhorias de gestão e auditoria.

Ele afirmou: “O governo tem compromisso em dar suporte necessário, a começar pela auditoria e pelo desenho de um plano de ação consistente com o desafio. Porém, ressalto que o Tesouro e a Fazenda veem com muita resistência qualquer eventual necessidade de aporte.”

Crise Financeira dos Correios

O debate ocorre em um contexto de agravamento da crise financeira que a estatal enfrenta. Em setembro, os Correios solicitaram ao governo um aporte emergencial de R$ 7 bilhões para evitar um colapso operacional. Além disso, a empresa já projeta a necessidade de R$ 2 bilhões para o ano de 2025 e outros R$ 5 bilhões em 2026 para equilibrar suas contas.

Ainda no âmbito financeiro, há discussões em andamento acerca da renegociação de dívidas e de cláusulas contratuais que poderiam antecipar obrigações financeiras para a empresa. Essas discussões estão sendo acompanhadas de perto enquanto se prepara um plano de modernização para a estatal.

Supervisão Governamental

Durigan enfatizou que a nova direção da empresa será responsável por conduzir o processo de reestruturação, enquanto caberá ao governo monitorar de perto a implementação do plano que será proposto. Ele destacou: “Agora, com a troca e com esses novos planos de ação, que ainda vão ser avaliados por mim e pela equipe, o governo estará muito próximo, acompanhando de perto a questão dos Correios. Mas quem lidera esse debate é a nova diretoria.”

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Related posts

Moraes nega visita à residência de Vorcaro em Trancoso – Times Brasil

Faturamento do seguro rural cai 8,9% em 2025

Mundial Logistics apresenta sua inovadora inteligência artificial para clientes.

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Leia Mais