Trabalho da empresa com o Ibama deve facilitar a obtenção de novas licenças na Foz do Amazonas, afirma o CEO.

Licenciamento Ambiental da Petrobras

Os esforços da Petrobras (PETR4) junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para obter a licença ambiental destinados à perfuração na Bacia da Foz do Amazonas devem contribuir para a agilidade nos processos de licenciamento de outros poços, conforme declarou a CEO da empresa, Magda Chambriard.

Expectativas de Produção na Região

Em uma entrevista concedida à Reuters, na manhã de terça-feira, Chambriard expressou a expectativa de que a Petrobras possa iniciar a produção de petróleo e gás na região ambientalmente sensível em um prazo de aproximadamente sete anos, caso se confirmem as projeções de grandes reservas. Contudo, para que isso ocorra, será necessário que novas licenças sejam emitidas nos anos subsequentes.

Avaliação Pré-Operacional

A CEO ressaltou que “os novos poços a serem perfurados não vão mais precisar de Avaliação Pré-Operacional (APO)”, em referência ao processo que mobilizou mais de 400 profissionais da Petrobras e do Ibama em agosto. Chambriard afirmou que a experiência adquirida nesse processo será útil para futuros poços, mencionando que “parte das exigências já estão cumpridas” pela empresa.

Histórico de Licenças

Antes da concessão da licença exploratória, que ocorreu na última segunda-feira, o Ibama havia negado a autorização para atividades de perfuração na região em duas ocasiões: uma em 2023 e outra em 2018, antes mesmo de a Petrobras assumir a operação do bloco em 2020. Desde a última negativa, a companhia tem se esforçado para atender as principais exigências do Ibama, realizando investimentos significativos e aprimorando planejamentos considerados essenciais para o projeto, especialmente nas medidas de resposta a emergências.

Investimentos em Segurança e Emergência

Entre as melhorias implementadas, a Petrobras construiu um novo Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) em Oiapoque (AP), além de ter incorporado três embarcações offshore dedicadas ao atendimento de questões relacionadas a fauna afetada por vazamentos de óleo, em resposta aos pedidos do Ibama para uma recuperação ágil em caso de incidentes.

Histórico de Perfurações na Região

A Petrobras já havia realizado diversas perfurações de poços na área, que faz parte da Margem Equatorial, porém não havia alcançado uma profundidade tão grande quanto a que será desenvolvida no bloco FZA-M-59, localizado na Bacia da Foz do Amazonas. A estatal tem planos de perfurar até seis poços adicionais na bacia durante esta campanha, com o objetivo de descobrir potenciais acumulações de petróleo e gás na região.

Importância do Poço Pioneiro

Chambriard destacou a relevância da licença obtida para perfurar um poço pioneiro, afirmando que “a confirmação desse modelo é essencial para essa campanha, que tem como premissa a sísmica”. Ela estava otimista em relação à possibilidade de uma descoberta, afirmando que “estamos furando em um lugar muito bom, que deve dar uma descoberta”. A CEO também observou que “só a broca vai dizer se há ou não uma descoberta” e mencionou que a empresa possui mais cinco ou seis poços pioneiros em processo de licenciamento.

Potenciais Descobertas e Cronograma de Produção

A Petrobras avalia que, caso as perfurações sejam bem-sucedidas, poderá delimitar a jazida em um período de cerca de dois anos, e se as reservas forem consideradas significativas, a produção poderia começar em um prazo de sete a oito anos. Essa perspectiva sugere que a empresa pode, se todas as condições forem favoráveis, ajustar a produção da Margem Equatorial para coincidir com a diminuição da produção do pré-sal, assegurando que a extração de petróleo no Brasil mantenha níveis significativos.

Projeções para o Setor Petrolífero

De acordo com previsões de agências governamentais, a produção de petróleo no Brasil ainda deve continuar sua trajetória de crescimento até o início da próxima década, mas poderá entrar em declínio após esse período, a menos que novas descobertas de relevância sejam feitas no país. A Margem Equatorial brasileira é considerada a principal aposta para a ampliação das reservas petrolíferas nos anos seguintes.

Aditamento de Contrato e Custos

A Petrobras já está formalizando um aditamento ao contrato de locação da sonda que será utilizada na perfuração, mantendo o equipamento disponível por aproximadamente oito meses. A CEO ressaltou a importância de uma folga no cronograma, explicando que a empresa precisa realizar a perfuração, avaliar o poço e, caso haja uma descoberta significativa, analisar a próxima etapa. A sonda, que estava parada no mar do Amapá aguardando a autorização de licença e que participou do simulado de emergência do Ibama, tem um custo diário estimado em R$4,2 milhões. Os valores devem ser revisados no aditamento, mas a executiva acredita que não haverá grandes mudanças.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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