Trump alerta: Irã enfrentará ‘inferno’ na terça se prazo para Ormuz não for cumprido – Times Brasil

Promessa de Ataques ao Irã

No domingo, dia 5, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma postagem nas redes sociais repleta de expressões fortes, na qual prometeu atacar usinas de energia e pontes no Irã. Ele afirmou que os “loucos” que habitam aquele país “viveriam no inferno” caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto ao tráfego marítimo até terça-feira, dia 7, poucas horas após anunciar que os Estados Unidos haviam resgatado o último piloto abatido na nação persa na semana anterior.

“Terça-feira será o Dia das Usinas de Energia e o Dia das Pontes, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual!!!”, declarou Trump em uma mensagem no Truth Social.

Mais tarde, na mesma data, Trump publicou mais uma mensagem no Truth Social com a informação “Terça-feira, 20h, horário do leste dos EUA!”, mas sem fornecer detalhes adicionais. A Casa Branca informou que esse prazo se tornou o limite para que o Irã chegasse a um acordo com os Estados Unidos.

Trump tem ameaçado, reiteradamente, a infraestrutura crítica do Irã, prometendo que, caso as exigências americanas não fossem atendidas, o país retornaria à “Idade da Pedra”, enquanto o conflito se aproximava de seu segundo mês e a situação no Oriente Médio permanecia tensa e sem sinais de diminuição.

Destruir infraestrutura civil pode ser considerado um crime de guerra segundo o direito internacional humanitário.

Reações a Ameaças

O senador Tim Kaine, do partido democrata e representante da Virgínia, em declarações no programa “Meet the Press”, da NBC, classificou os comentários do presidente como “constrangedores e infantis”, alertando que isso poderia aumentar os riscos de pilotos que fossem capturados no Irã. Kaine disse: “Se você transmite a mensagem de que não há clemência para o pessoal do outro lado, isso realmente os encoraja a maltratar nossos soldados”. Ele ressaltou que a administração dos EUA demonstra, nesta guerra, a ausência de um plano e de uma justificativa clara, e também a falta de esforços para conquistar o apoio dos aliados.

Enquanto isso, o Irã não mostrou sinais de recuo, realizando ataques a alvos econômicos e de infraestrutura nos países árabes vizinhos do Golfo.

No domingo, a televisão estatal iraniana apresentou um vídeo com o que afirmou ser partes de uma aeronave americana abatida por suas forças, além de uma foto mostrando uma densa fumaça preta subindo ao céu. A emissora alegou que o Irã havia abatido um avião de transporte americano e dois helicópteros que participavam da operação de resgate.

Contudo, um oficial de inteligência regional, a par da missão, informou à Associated Press que os militares dos EUA destruíram dois aviões de transporte devido a falhas técnicas, o que levou à mobilização de aeronaves adicionais para concluir o resgate. Este oficial falou sob anonimato para tratar de uma operação secreta.

O comando militar conjunto do Irã declarou no domingo que quatro aeronaves americanas foram destruídas durante a operação de resgate e advertiu sobre o aumento de ataques retaliatórios contra a infraestrutura civil e petrolífera na região, caso EUA e Israel realizem ataques a tais alvos na República Islâmica, conforme informado pela televisão estatal. “Reiteramos: se vocês cometerem agressão novamente e atacarem instalações civis, nossas respostas serão mais contundentes”, afirmou um porta-voz em declarações divulgadas pela agência de notícias IRNA.

Contagem Regressiva para o Prazo Final

Os Estados Unidos aumentaram a pressão sobre o Irã para que reabra o Estreito de Ormuz, um ponto crítico que liga o Irã à Península Arábica e pelo qual transita grande parte do suprimento mundial de petróleo e gás. Trump publicou no sábado, dia 4, no Truth Social: “Lembram-se de quando eu dei ao Irã dez dias para FECHAR UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ? O tempo está se esgotando – 48 horas até que o inferno se abata sobre eles.”

O Ministério das Relações Exteriores de Omã relatou que havia se reunido com autoridades iranianas no dia anterior para discutir “possíveis opções para garantir o fluxo tranquilo de trânsito pelo Estreito de Ormuz”. O comunicado indicou que “durante a reunião, especialistas de ambos os lados apresentaram uma série de visões e propostas que serão estudadas”.

Em 26 de março, Trump havia declarado que prorrogaria uma pausa nos ataques às instalações de energia do Irã por 10 dias, até 6 de abril, a pedido do governo iraniano. Em um pronunciamento na quarta-feira na Casa Branca, Trump afirmou que esperava que a guerra com o Irã durasse mais duas ou três semanas, mas que o conflito estava próximo do fim. “Vamos terminar o trabalho e vamos terminá-lo muito rápido”, disse ele.

No mercado, o preço à vista do petróleo Brent disparou na quinta-feira, alcançando US$ 141,36, o nível mais alto desde a crise financeira de 2008, conforme relatou a S&P Global. Este preço reflete a demanda por petróleo Brent com entrega prevista para os próximos 10 a 30 dias, e a alta evidência as atuais restrições de oferta devido ao fechamento do Estreito de Ormuz promovido pelo Irã.

O preço estava US$ 32,33 acima do contrato futuro de petróleo Brent para entrega em junho, que fechou a US$ 109,03 na quinta-feira.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, de maneira inicial, deixou a porta aberta para negociações de paz com os EUA no contexto de conversações sobre mediação do Paquistão, mas não sinalizou que Teerã estaria disposta a ceder às exigências de Trump.

“Estamos profundamente gratos ao Paquistão pelos seus esforços e nunca nos recusamos a ir a Islamabad. O que nos importa são os termos de um fim definitivo e duradouro a esta guerra ilegal que nos é imposta”, disse o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.

O Paquistão informara à Associated Press que os esforços para negociar um cessar-fogo estão “no caminho certo”.

EUA Resgatam Último Aviador Abatido pelo Irã

Trump anunciou neste domingo que as Forças Armadas dos EUA conseguiram resgatar um militar que estava desaparecido após o Irã ter abatido um caça, e prometeu atacar infraestruturas importantes se o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz até terça-feira.

O presidente confirmou o resgate de um aviador americano que estava desaparecido após um caça F-15E Strike Eagle ser abatido no Irã. O piloto da aeronave havia sido resgatado logo após o incidente.

“NÓS O ENCONTRAMOS!”, escreveu Trump em sua publicação no Truth Social, referindo-se ao segundo oficial. “Nas últimas horas, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma das operações de busca e resgate mais ousadas da história americana”, afirmou Trump.

Ele acrescentou que o aviador resgatado estava “gravemente ferido”.

“Resgatamos o tripulante/oficial do F-15, gravemente ferido e muito corajoso, das profundezas das montanhas do Irã”, declarou Trump. “Ele é um coronel muito respeitado.”

Trump ainda mencionou que a decisão de não confirmar o resgate do primeiro tripulante foi para evitar comprometimento da operação.

O presidente também anunciou que fará uma coletiva de imprensa no Salão Oval na segunda-feira, às 13h (horário do leste dos EUA), para abordar a operação militar no Irã.

O Comando Central dos EUA emitiu um breve comunicado, informando: “As forças americanas concluíram com sucesso o resgate de dois militares americanos no Irã, após o abatimento de seu caça F-15E, durante uma missão de combate. Os militares foram resgatados em segurança durante missões de busca e salvamento separadas.”

O Comando Central dos EUA, conhecido como CENTCOM, também enfatizou que os ataques contra o Irã continuarão, com o objetivo de “desmantelar a capacidade do regime iraniano de projetar poder além de suas fronteiras”.

Tanto Teerã quanto Washington confirmaram no sábado que o Irã abateu o caça F-15E de dois lugares, um incidente que marca a primeira vez que forças iranianas conseguiram derrubar uma aeronave de combate americana desde o início dos ataques aéreos contra o Irã em 28 de fevereiro.

Além disso, emissores de notícias relataram que o piloto de um caça A-10 Warthog dos EUA ejetou da aeronave que havia caído no Kuwait, após ser atingido por fogo iraniano.

Zona Petroquímica Atingida no Irã

O Irã continuou a manutenção de ataques contra países vizinhos na região do Golfo, com foco em instalações petroquímicas. O gabinete de imprensa de Abu Dhabi informou em uma publicação que as autoridades da cidade responderam a diversos incêndios na planta petroquímica da Borouge, que foram “causados por destroços após interceptações bem-sucedidas por sistemas de defesa aérea”.

A operação na planta foi suspensa, conforme relatado pelo gabinete de imprensa de Abu Dhabi.

A Borouge não forneceu uma resposta imediata ao pedido de confirmação enviado pela CNBC no domingo.

A empresa é responsável pela operação de um complexo petroquímico localizado na Cidade Industrial de Al Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos, conforme indicado pelo seu próprio site.

Por outro lado, a agência de notícias estatal do Bahrein informou que a Gulf Petrochemical Industries Company (GPIC) confirmou que “diversas de suas unidades operacionais foram alvo de um ataque de drones iranianos na madrugada de domingo”. A GPIC também não enviou uma resposta imediata ao pedido de comentários da CNBC.

No sábado, veículos de comunicação estatais iranianos noticiaram ataques aéreos na zona petroquímica do sudoeste do Irã, resultando em pelo menos cinco pessoas feridas.

Além disso, um projétil atingiu um prédio auxiliar próximo ao perímetro da usina nuclear de Bushehr, no Irã, resultando em uma morte, embora as operações da usina tenham permanecido inalteradas.

A empresa estatal russa de energia nuclear, Rosatom, evacuou 198 funcionários do local, conforme relatado por agências de notícias da Rússia, em evacuações já planejadas antes do último incidente.

A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou a responsabilidade por ataques a instalações petroquímicas em vários países do Golfo, incluindo o Kuwait, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein.

Irã Ataca Alvos em Três Estados do Golfo

No Kuwait, ataques realizados por drones iranianos causaram danos significativos a usinas de energia e a uma planta petroquímica, além de deixar uma estação de dessalinização fora de operação, conforme afirmou o Ministério da Eletricidade do país, que não reportou feridos.

No Bahrein, um ataque de drone causou um incêndio em uma das instalações de armazenamento da companhia petrolífera nacional e também em uma planta petroquímica estatal, segundo relatórios da agência de notícias oficial do reino.

Nos Emirados Árabes Unidos, as autoridades combateram incêndios em uma planta petroquímica em Ruwais, que foram atribuídos a destroços interceptados, levando à interrupção das operações.

Esses ataques ocorreram no dia seguinte ao bombardeio de uma planta petroquímica no Irã, que segundo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, gerava receita utilizada para financiar a guerra.

A indústria petroquímica é um setor-chave em numerosos países do Golfo, com plantas no Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Irã transformando petróleo e gás em produtos como plásticos, polímeros e fertilizantes, resultando em bilhões de receita de exportação.

Kuwait Petroleum Reporta Danos Após Ataques com Drones

A Kuwait Petroleum Corporation (KPC) relatou incêndios e “graves danos materiais” em várias unidades operacionais, devido a ataques realizados por drones iranianos no domingo. A KPC informou que as equipes estão trabalhando para conter os incêndios nas empresas afiliadas Petrochemical Industries Company e National Petroleum Company.

Em um incidente à parte, a KPC havia anteriormente reportado que um incêndio ocorreu em seu complexo do setor petrolífero de Shuwaikh, que abriga o Ministério do Petróleo e a sede da KPC, após um ataque com drone.

A mídia estadual do Kuwait, sob a supervisão do Ministério das Finanças, informou que um drone iraniano atingiu um complexo de escritórios de ministérios do governo, causando danos material significativos, embora não tenha havido vítimas.

Além disso, duas unidades de geração de energia foram desativadas após drones iranianos atingirem usinas de energia e dessalinização de água, provocando danos consideráveis, conforme relatou o Ministério da Eletricidade e Água do Kuwait.

Não foram registrados feridos em nenhum dos eventos.

A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã já se encontra em sua sexta semana, período durante o qual Teerã tem atacado Israel e Estados árabes do Golfo que abrigam instalações militares americanas.

A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou a responsabilidade por ataques a plantas petroquímicas no Kuwait, assim como nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein.

Fonte: timesbrasil.com.br

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