Trump apresenta plano de saúde com pagamentos diretos em vez de subsídios a seguros.

Anúncio do Novo Plano de Saúde

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, na última quinta-feira (15), um novo plano de saúde que tem como objetivo substituir os subsídios do governo destinados a seguros por pagamentos diretos, a serem feitos em contas de poupança de saúde destinadas aos consumidores. Esta proposta tem gerado preocupações entre alguns especialistas, que afirmam que a mudança pode prejudicar os norte-americanos de baixa renda.

Objetivos do Plano

De acordo com a Casa Branca, o novo plano visa reduzir os preços de medicamentos e os prêmios de seguro, além de tornar os custos mais claros, visando responsabilizar as seguradoras por suas práticas. Mehmet Oz, administrador dos Centros de Serviços Medicare e Medicaid dos EUA, declarou em um briefing que, em vez de apenas mascarar problemas existentes, a estrutura do novo plano de saúde busca ajudar o Congresso a criar legislações que abordem os desafios que a população enfrenta atualmente.

Implementação e Desafios

Embora a Casa Branca não tenha divulgado um cronograma específico para a implementação das mudanças propostas, a expectativa é que um Congresso dividido tenha dificuldades em aprovar rapidamente qualquer legislação significativa na área da saúde. Um funcionário sênior na Casa Branca manifestou a esperança de que o plano receba apoio de ambas as partes, conforme discutido durante a coletiva de imprensa.

Aspectos da Legislação Proposta

O governo está solicitando que o Congresso aprove a legislação que formalize os acordos de preços de medicamentos segundo o princípio da nação-mais-favorecida. Este plano busca ampliar o acesso a medicamentos que podem ser adquiridos sem receita médica. Trump tem pressionado os fabricantes de medicamentos a reduzirem seus preços com base nos valores que pacientes pagam em países com economias semelhantes e já estabeleceu acordos com 14 fabricantes de medicamentos para aplicá-los no programa Medicaid, voltado a cidadãos de baixa renda e pagadores em dinheiro.

De acordo com o anúncio, os acordos estabelecidos seriam incorporados à legislação que formaliza esta abordagem de nação-mais-favorecida. O “Grande Plano de Saúde”, como foi chamado, inclui um programa que visa reduzir custos compartilhados de seguros, com a expectativa de que os prêmios mais comuns do plano Obamacare sejam reduzidos em mais de 10%. Além disso, o plano propõe substituir os subsídios governamentais por pagamentos diretos a cidadãos em contas de poupança de saúde.

Críticas Ao Novo Sistema

Entretanto, críticos do plano argumentam que a substituição de subsídios por depósitos em contas de poupança de saúde poderá forçar os cidadãos de baixa renda a optarem por planos de seguro com coberturas limitadas ou com altas franquias, o que poderia aumentar ainda mais suas dificuldades financeiras em relação às despesas com saúde.

Impacto do Encerramento das Inscrições

O anúncio do novo plano ocorre em um contexto onde milhões de norte-americanos enfrentam um aumento nos custos de saúde, especialmente com o encerramento das inscrições abertas para a maioria dos planos do Obamacare patrocinados pelo governo, ocorrido na mesma data. Segundo a empresa de políticas de saúde KFF, a média dos prêmios subirá de US$ 888 em 2025 para US$ 1.904 em 2026, um crescimento que supera em muito as promessas de economia apresentadas pelo plano de Trump.

A situação é ainda mais complicada, uma vez que o Congresso se encontra dividido sobre a possibilidade de restabelecer os generosos créditos tributários que, durante a pandemia de Covid-19, haviam sido concedidos, mas que agora expiraram no final do ano passado.

Possíveis Novas Propostas

Embora subsídios federais expandidos e retroativos ainda sejam uma possibilidade, atualmente existe um grupo de parlamentares bipartidários que está negociando a extensão desses benefícios. No entanto, os republicanos continuam divididos em relação a esta questão.

O governo Trump expressou a intenção de que os fundos sejam direcionados diretamente aos consumidores que utilizam contas de poupança de saúde, em vez de serem repassados a seguradoras. Esta mesma posição é compartilhada por alguns republicanos no Congresso, que se manifestam contra a extensão dos subsídios do Obamacare. Trump sinalizou que poderá vetar qualquer proposta que busque renovar os subsídios, e o plano apresentado não faz referência a eles.

Uma fonte da Casa Branca afirmou: “Isso não trata especificamente das negociações bipartidárias do Congresso que estão em andamento. Diz, sim, que preferimos que o dinheiro vá para as pessoas, em vez de para as seguradoras.”

Fonte: www.moneytimes.com.br

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