Trump busca evitar colapso do dólar enquanto JP Morgan menciona revisão de tarifas.

Crise do Dólar e Risco de Shutdown nos EUA

Situação Atual

O presidente americano, Donald Trump, está em uma corrida contra o tempo para evitar uma crise relacionada ao dólar em escala global. A moeda dos Estados Unidos enfrenta uma queda acentuada em relação a outras moedas nas últimas semanas devido a crescentes riscos fiscais no país. Existe um risco tangível de um shutdown, ou seja, uma paralisação de serviços não essenciais na economia americana. Para evitar o primeiro shutdown em sete anos, Trump precisa alcançar um consenso com os democratas e republicanos até esta quarta-feira.

Impacto no Mercado

Em resposta a essas incertezas, o preço do ouro ultrapassou a marca de 3.800 dólares por onça, atingindo um recorde histórico na última segunda-feira. Durante um evento realizado pelo Itaú BBA, o reconhecido gestor Luis Stuhlberger expressou a expectativa de uma desvalorização ainda mais acentuada da moeda americana nos próximos anos, evidenciando o pânico que se espalha pelo ambiente financeiro.

Relações EUA-Brasil e Dados Econômicos

Relatório do J.P. Morgan

O banco J.P. Morgan divulgou um relatório que menciona a possível revisão das tarifas dos EUA em relação ao Brasil. Segundo a equipe do banco, um breve encontro na ONU foi interpretado como um sinal promissor, indicando que as relações bilaterais entre os dois países podem melhorar ou, pelo menos, estabilizar no curto prazo. Essa tendência poderia até facilitar a redução de algumas tarifas existentes.

Situação Econômica no Brasil

Entretanto, no Brasil, surgem dados alarmantes. A criação de vagas CLT registrou uma queda de 38% em agosto, sendo este o menor número desde 2020. Além disso, a taxa de inadimplência no empréstimo rotativo ultrapassou os 60%, até mesmo com os empréstimos atingindo um recorde histórico. De acordo com o Tesouro Nacional, as contas do governo apresentaram um déficit de 15,6 bilhões de reais no mês de agosto.

Declaração do Banco Central

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, mencionou em um evento do Itaú BBA que a instituição ainda tem muito a fazer para alcançar a meta de inflação de 3%. As declarações de Galípolo refletem a preocupação com a situação econômica atual e o compromisso do Banco Central em estabilizar a inflação, que tem sido um desafio constante.

Análises e Entrevistas

Neste contexto de incertezas econômicas, Diego Gimenes está realizando uma entrevista com Flávio Serrano, economista-chefe do banco BMG. A participação de Ricardo Rocha, professor do Insper e colunista da VEJA, também é esperada na edição. O programa VEJA Mercado é transmitido de segunda a sexta-feira, ao vivo, no YouTube e nas redes sociais, a partir das 10h.

Esses diálogos e análises são cruciais para compreender melhor o panorama econômico atual, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, além de suas implicações no mercado financeiro global.

Fonte: veja.abril.com.br

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