Trump impõe tarifas de 25% sobre nações que negociam com o Irã

Tarifas sobre Comércio com o Irã

O republicano Donald Trump informou, em uma declaração feita no dia 12 de setembro, que os Estados Unidos implementarão tarifas de 25% sobre os países que realizarem comércio com o Irã. A nova medida terá efeito imediato, conforme anunciou o presidente em uma postagem na rede Social Truth.

Esta nova tarifa pode resultar em uma taxa mínima de 45% sobre produtos oriundos da China, em comparação com a taxa atual que é de 20%. A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, que ocorreu no ano passado, impactou significativamente os mercados globais, com Trump aumentando as tarifas sobre produtos chineses a um pico de 145%. A taxa tarifária vigente foi definida após um longo período de negociações.

Além da China, os países considerados como importantes parceiros comerciais do Irã incluem a Índia, os Emirados Árabes Unidos e a Turquia.

A Escalada nas Relações entre Teerã e Washington

O anúncio das novas tarifas representa uma escalada nas já tensas relações entre Teerã e Washington, que ocorre em um contexto de crescente protestos contra as lideranças no Irã. Recentemente, o governo iraniano afirmou estar preparado para um possível conflito armado com os Estados Unidos, embora tenha mostrado abertura para negociações diplomáticas. A informação foi divulgada por Américo Martins, correspondente da CNN Brasil.

Martins relatou que o governo do Irã declarou estar apto para a guerra em resposta às pressões americanas, que ameaçam atacar alvos no Irã, conforme comentado pelo próprio presidente Trump. No entanto, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, também indicou que há espaço para o diálogo.

Protestos no Irã e Repressão às Manifestações

A situação no Irã tem se deteriorado nas últimas semanas, com protestos populares sendo severamente reprimidos pelas autoridades. Relatos indicam que centenas de indivíduos teriam sido mortos e presos durante os confrontos, embora a confirmação de números exatos seja complicada devido às restrições de informação impostas pelo regime.

O correspondente Martins destacou que “a situação no Irã está começando a sair do controle das próprias autoridades iranianas”, considerando o elevado número de mortos, feridos e prisioneiros. As manifestações, inicialmente motivadas por questões econômicas, rapidamente se transformaram em protestos políticos contra o regime dos aiatolás. Os manifestantes questionam o alto custo de vida, a inflação alta e a desvalorização da moeda nacional, além de exigirem o fim da ditadura que governa o país desde a Revolução Islâmica em 1979.

Ameaças Americanas e Postura Irani

O presidente Donald Trump reiterou suas ameaças de realizar ataques a pontos estratégicos do Irã, caso a repressão às manifestações persista. O analista Martins observou que “o Irã tenta resistir à possibilidade de ataques dos Estados Unidos, mas também demonstrou estar aberto ao diálogo com Washington”.

Apesar da aparente disposição para negociar, analistas apontam que não há clareza sobre quais seriam os termos de uma possível conversa entre os dois países. O regime iraniano tem acusado agentes associados aos Estados Unidos e a Israel de tentar exacerbar os protestos como forma de desestabilizar o governo.

Segundo Martins, “o problema é que não está claro quais seriam os termos de uma possível negociação entre os Estados Unidos e o Irã. Essas revoltas populares acontecem periodicamente no Irã e são sempre reprimidas com severidade pela ditadura”. Ele explicou ainda que “esses protestos clamam pela queda do regime, são manifestações por mudanças econômicas, dado o elevado custo de vida […] Estão se tornando cada vez mais protestos políticos, e não haveria um tipo de negociação com o presidente Donald Trump que resolvesse essa questão”.

Martins observou também que “Trump talvez possa estabelecer algum tipo de acordo com os aiatolás, por exemplo, em troca do petróleo iraniano, mas isso não resolverá as reivindicações dos manifestantes”.

*Com CNN Internacional

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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