Protestos no Irã e a Reação do Governo dos EUA
Os iranianos se reuniram em protesto, bloqueando uma rua durante uma manifestação em Kermanshah, Irã, no dia 8 de janeiro de 2026.
Recentemente, o Irã parece estar na lista de prioridades do presidente Donald Trump, logo após a Venezuela e a Groenlândia.
O contexto: Os protestos no Irã, que já duram três semanas, foram iniciados devido a um aumento acentuado na inflação. Com o passar do tempo, as manifestações evoluíram para um movimento de contestação ao governo. De acordo com informações da organização de direitos humanos HRANA, mais de 500 pessoas perderam a vida, uma vez que o governo iraniano intensifica a repressão contra a dissidência.
Em uma publicação no Truth Social na última sexta-feira, Trump, referindo-se aos manifestantes, afirmou que “os Estados Unidos da América virão em seu socorro.”
Essas declarações não foram meras palavras vazias. Funcionários da Casa Branca apresentaram a Trump planos sobre como ele pode efetivar sua ameaça, e haverá uma reunião de briefing na terça-feira sobre as ações a serem tomadas, incluindo opções militares, cibernéticas e econômicas, conforme noticiado pelo MS Now e outras fontes de mídia.
O Irã é um grande produtor de petróleo. Os preços da energia provavelmente serão impactados caso os EUA decidam lançar uma operação contra o país do Oriente Médio, uma situação que não deverá transcorrer tão suavemente quanto a operação na Venezuela.
Um conflito mais amplo pode, ainda, afetar o sentimento do mercado no curto prazo.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, emitiu um alerta sobre possíveis represálias caso os EUA decidam atacar o país. Qalibaf declarou, segundo um relatório da Reuters: “No caso de um ataque ao Irã, os territórios ocupados (Israel), assim como todas as bases e navios dos EUA, serão nossos alvos legítimos.”
Informações Essenciais do Dia
Trump avalia opções contra o Irã. O presidente está sendo apresentado a planos potenciais, incluindo desde possíveis ataques militares até ações que não envolvem intervenções militares, conforme informações do MS Now e de outros veículos.
Cuba não receberá petróleo venezuelano, diz Trump. A ilha caribenha, por sua vez, rejeitou a ameaça de Trump, que sugeria que deveria fechar um acordo com os Estados Unidos. Em uma ação separada, Trump assinou na sexta-feira uma ordem executiva visando bloquear a apreensão de receitas de petróleo venezuelano que estão em contas do Tesouro dos EUA.
Crescimento do emprego nos EUA foi menor do que o esperado. Em dezembro, as folhas de pagamento não agrícolas aumentaram em 50.000, ajustadas sazonalmente, ficando abaixo da estimativa do Dow Jones, que era de 73.000. A taxa de desemprego caiu de 4,6% para 4,4% no mês anterior.
Fechamentos em alta para o S&P 500 e Dow. Os principais índices dos EUA subiram na sexta-feira e fecharam a semana com ganhos. O S&P 500 registrou um aumento superior a 1% na semana. O Dow Jones Industrial Average e o Nasdaq Composite subiram 2,3% e 1,9%, respectivamente. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,97%.
[PRO] Onde os consumidores chineses estão gastando. Um setor da economia da China começa a demonstrar tendências de consumo, e analistas de ações estão identificando os nomes que esperam ser vencedores.
Por fim…
Fonte: www.cnbc.com