Reunião de Líderes
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, se reuniu com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, no número 10 de Downing Street, em Londres, no dia 8 de dezembro de 2025.
Mudança na Política da Ucrânia
A Ucrânia declarou estar disposta a abrir mão de suas aspirações de adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em troca de garantias de segurança, como parte de um acordo de paz para encerrar a guerra com a Rússia, que já dura quase quatro anos.
O presidente Zelenskyy ofereceu desistir do sonho de filiação da Ucrânia à OTAN durante uma conversa de cinco horas com os oficiais norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, realizada em Berlim no final de semana. Witkoff afirmou que "muito progresso foi feito" durante as discussões, que estão programadas para continuar na segunda-feira.
Aspiração à Adesão à OTAN
A desistência da Ucrânia em relação à adesão à OTAN representa uma mudança significativa na política do país. A nação há muito tempo desejava se tornar membro da aliança militar ocidental, cuja cláusula de defesa coletiva, estabelecida no Artigo 5 do tratado da OTAN, implica que um ataque a um membro é considerado um ataque a todos.
Zelenskyy comentou no domingo que a proposta de abrir mão da adesão à OTAN em troca de garantias de segurança representa um compromisso, diante da resistência de alguns aliados ocidentais à sua tentativa de integração na aliança.
"Desde o início, as condições da Ucrânia – ou talvez mais precisamente, nossa ambição – eram a adesão à OTAN. E isso teria proporcionado garantias de segurança reais. Alguns parceiros dos Estados Unidos e da Europa não apoiaram essa direção", explicou em resposta a perguntas de repórteres em um chat via WhatsApp no domingo.
Garantias de Segurança
O presidente acrescentou: "Essa é a razão pela qual hoje as garantias de segurança bilaterais entre a Ucrânia e os Estados Unidos, especificamente as garantias semelhantes ao Artigo 5 – como garantias dos Estados Unidos para nós, assim como as garantias de segurança de nossos colegas europeus, bem como de outros países como Canadá e Japão – essas garantias de segurança nos proporcionam a oportunidade de prevenir outro surto de agressão russa."
"Isso já é um compromisso de nossa parte", concluiu Zelenskyy.
O Futuro da Adesão à OTAN
Apesar da Ucrânia ter anunciado publicamente o abandono de seu pedido de adesão à OTAN, as chances de o país se tornar membro da aliança são bastante remotas. Diversos membros da organização, como a Eslováquia e Hungria, que têm vínculos mais próximos a Moscou, demonstraram resistência à ideia. Mesmo aliados da Ucrânia dentro da OTAN expressam preocupações sobre provocar a Rússia além das fronteiras ucranianas.
Moscou se opõe veementemente à adesão da Ucrânia à OTAN, alegando que a expansão da aliança na Europa Oriental foi uma das razões que levaram à realização da chamada "operação militar especial" contra a Ucrânia em 2022.
Negociações em Andamento
Kyiv afirma que as garantias de segurança devem fazer parte de um acordo de paz, em vez de depender da adesão à OTAN, o que continua a ser um ponto de discórdia nas negociações com Moscou. A Rússia recusa permitir a participação dos aliados da Ucrânia em qualquer força de paz no país.
As discussões sobre um esboço do acordo de paz continuam e estão agendadas para serem retomadas na segunda-feira. Dmytro Lytvyn, assessor de Zelenskyy, informou que o presidente comentará sobre as negociações uma vez que elas sejam concluídas, conforme noticiado pela Reuters.
Fonte: www.cnbc.com