Gestão e Manutenção das Urnas Eletrônicas
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) implementa uma estratégia de gestão e manutenção preventiva com o objetivo de controlar os custos operacionais das mais de 563.910 urnas eletrônicas que estão em uso no Brasil.
Estoque e Monitoramento das Urnas
Os equipamentos recém-adquiridos e que ainda estão dentro do intervalo de utilização previsto, após o processo eleitoral, são armazenados em mais de mil depósitos sigilosos, que são administrados pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Esses aparelhos são submetidos ao Sistema de Teste Exaustivo (STE), que tem a função de monitorar tanto a integridade física das urnas quanto o estado das baterias que as alimentam.
Vida Útil das Urnas
A vida útil das urnas eletrônicas é estimada em um período de dez anos ou até a realização de seis eleições consecutivas. No entanto, ao expirar esse prazo, surge uma indagação relevante: o que acontece com essas urnas após essa data?
Descarte Ecologicamente Correto
As urnas que ultrapassam o seu “prazo de validade” são desmontadas e descartadas de maneira sustentável por meio de empresas especializadas, sob a constante fiscalização de profissionais técnicos do TSE. Este processo de descarte envolve as seguintes etapas:
Acompanhamento e Pesagem: Durante o descarte, fiscais são designados para monitorar o carregamento, a lacração e o transporte dos resíduos gerados pelo tribunal até o local de trituração.
Meta de Reciclagem: É necessário que, no mínimo, 95% do peso dos componentes, que inclui metais, plásticos e placas eletrônicas, seja destinado à reciclagem.
Entre os anos de 2009 e 2018, essa prática já resultou na destinação de mais de 6 mil toneladas de resíduos e também gerou aproximadamente R$ 2 milhões que foram devolvidos aos cofres públicos.
Reserva Técnica e Contratos de Manutenção
Além do estoque operacional que está distribuído em todo o país, a sede do TSE localizada em Brasília mantém uma reserva técnica composta por 15 mil urnas que estão prontas para serem utilizadas em casos de emergência. A manutenção dessas urnas é realizada periodicamente por empresas terceirizadas, as quais são escolhidas por meio de processos licitatórios.
A arquitetura dos aparelhos foi projetada de forma a impedir a instalação de softwares não autorizados, permitindo apenas a execução de programas que tenham assinatura digital emitida pela Justiça Eleitoral. Essa segurança é essencial para garantir a integridade do sistema durante os processos eleitorais.
Para a eleição marcada para 2026, estima-se que aproximadamente 77% das urnas que serão utilizadas pertençam à última geração disponível no mercado, o que representa um importante avanço em termos de tecnologia e segurança.
* Sob supervisão de Maria Carolina Abe
Fonte: www.moneytimes.com.br
