Usiminas (USIM5) busca aumento de rentabilidade após governo limitar importações de aço chinês.

Usiminas espera melhoria na rentabilidade após medidas de proteção comercial

Usiminas (USIM5), uma das maiores produtoras de aço plano do Brasil, espera observar uma melhora em sua rentabilidade nos próximos meses. A expectativa está relacionada a um aumento da participação da empresa no mercado interno, após a aprovação, por parte do governo, de medidas de defesa comercial contra laminados a frio e galvanizados importados.

Contexto das importações de aço

2025 da siderúrgica.

As ações da Usiminas figuravam entre as maiores altas do Ibovespa na sexta-feira (13), apresentando um avanço de quase 3%, enquanto o índice registrava uma queda de 0,9%.

Na noite anterior, o governo anunciou que o Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) aprovou a aplicação de medidas antidumping sobre laminados planos a frio e laminados planos revestidos que provêm da China. Esta medida havia sido solicitada pelo setor há meses.

Impacto das medidas nas vendas da Usiminas

Segundo analistas do Citi, os produtos que foram alvo das novas medidas de defesa comercial representam cerca de dois terços do volume de vendas da Usiminas.

Quanto aos laminados a quente, que também contam com pedidos de antidumping em trâmite por parte das siderúrgicas locais, Camejo afirmou a expectativa de uma decisão similar por parte do governo. “Esperamos o mesmo resultado para os laminados a quente, e o cronograma para a medida definitiva deve ocorrer em torno de julho deste ano”, acrescentou o executivo.

O vice-presidente também mencionou que é razoável prever uma recuperação na rentabilidade da empresa com um cenário melhor em relação aos preços e margens nos próximos meses. No entanto, no setor automotivo, que majoritariamente mantém contratos anuais com a Usiminas para fornecimento de aço, ocorrerá uma redução de 2% a 3% nos preços para as montadoras que possuem contratos que vencem em janeiro. Alterações semelhantes devem ser observadas nos restantes dos clientes do setor, com contratos que expiram em abril, conforme informações de Camejo.

Divisão de vendas e impacto no setor automotivo

Analistas do Itaú BBA indicaram que o setor automotivo representa 60% das vendas de aço revestido da Usiminas, e avaliam que os negócios da empresa com montadoras não deverão ser significativamente impactados pela recente decisão anticonvencional.

Camejo comentou que o mix de vendas da Usiminas este ano deve ser distribuído de maneira mais equilibrada entre seus três principais setores de clientes: 30% das vendas serão destinadas às montadoras, outro terço irá para distribuidores e o restante será direcionado para a indústria. Em janeiro, a Usiminas já havia incrementado os preços de aço aos distribuidores em aproximadamente 5%.

Projeções sobre a produção e investimentos

Questionado sobre a possibilidade de que o aumento na demanda interna, resultante das novas medidas antidumping, leve a empresa a reativar algum alto-forno, especialmente o localizado em Cubatão (SP), o presidente-executivo da Usiminas, Marcelo Chara, reiterou que essa decisão dependerá do comportamento do mercado brasileiro. “Atualmente, com a pressão das importações e o crescimento moderado do consumo aparente, Cubatão é uma usina que apresenta um perfil interessante. Ela possui uma área de aciaria que pode ser reativada, mas isso não ocorrerá no curto e médio prazos”, explicou. A Usiminas descontinuou a produção de aço bruto em Cubatão no ano de 2016.

Sobre o alto-forno 1 da usina em Ipatinga (MG), que foi desligado em 2023, Chara afirmou que, após um investimento de quase R$3 bilhões em uma reforma significativa no alto-forno 3, a empresa obteve uma capacidade produtiva que permite compensar a produção que era realizada pelo alto-forno 1. A reforma do alto-forno 3 foi concluída em 2024, tornando-o o maior da Usiminas, com capacidade para produzir 3 milhões de toneladas de ferro-gusa por ano. O outro forno operante na usina de Ipatinga, o de número 2, possui uma capacidade de cerca de 800 mil toneladas anuais.

Painel sobre o Projeto Compactos

No âmbito da mineração, Chara anunciou que o esperado “Projeto Compactos”, que está em análise pela empresa há vários anos e prevê um investimento bilionário na produção de minério de ferro de alta qualidade, “deve trazer novidades neste ano”. O projeto avança no processo de licenciamento ambiental.

Em dezembro, Chara já havia mencionado que a Usiminas poderia se pronunciar oficialmente sobre a continuidade ou não do projeto a partir da segunda metade deste ano ou em 2027.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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