Vale (VALE3) fecha a terça-feira (21/10) em leve baixa, mesmo com a valorização do minério de ferro.

Desempenho das Ações da Vale

As ações da Vale (BOV:VALE3) encerraram a sessão da última terça-feira, 21 de outubro, com uma leve queda de 0,18%, sendo cotadas a R$ 60,79. O pregão foi caracterizado por um clima de cautela e realização de lucros, em contraposição ao avanço de 1,65% registrado no dia anterior. Os American Depositary Receipts (ADRs) da companhia, negociados na Nova York (NYSE:VALE), também tiveram uma queda, de 1,14%, fechando a US$ 11,27. Essa movimentação ocorreu em um contexto de expectativa pela publicação do relatório de produção e vendas do terceiro trimestre de 2025 (3T25).

Mercado de Minério de Ferro

Embora as ações da Vale tenham recuado, o preço do minério de ferro registrou uma leve recuperação nas bolsas asiáticas. Essa recuperação impediu uma queda mais acentuada nos papéis da companhia. Na Bolsa de Dalian (DCE), o contrato para janeiro de 2026 teve um crescimento de 0,13%, sendo negociado a 772 iuanes por tonelada métrica, equivalente a US$ 108,41 por tonelada. Em Singapura (SGX), o contrato para novembro também apresentou alta, de 0,38%, alcançando US$ 103,95 por tonelada. Essa alta reflete as expectativas em relação a novas medidas de estímulo econômico na China.

Expectativas do Mercado

Analistas comentam que o desempenho fraco das ações da Vale contrasta com a leve alta do preço do minério. Eles observam que o mercado já está precificando movimentos de correção e ajustes técnicos antes da divulgação dos resultados trimestrais. A XP Investimentos manteve uma recomendação “neutra” para os papéis da companhia, com um preço-alvo estabelecido em R$ 66, ao indicar que a recomposição dos preços do minério deve ser limitada no curto prazo.

Fatores que Influenciam o Desempenho da Vale em 21/10

Os seguintes fatores impactaram o desempenho das ações da Vale:

  • Cautela antes da divulgação da prévia operacional do 3T25.
  • Correção técnica, devido à valorização observada na segunda-feira (20/10).
  • Oscilações nos preços do minério e preocupações relacionadas à demanda chinesa.
  • Expectativa em relação à recompra de debêntures e seu efeito nos dividendos extraordinários.
  • Revisão de recomendações feitas por grandes instituições de análise.

O mercado também está discutindo a decisão da Vale de realizar a recompra de até R$ 16 bilhões em debêntures participativas. Esta operação é considerada vantajosa para a estrutura de capital da empresa, mas pode levar a uma redução do potencial de distribuição de dividendos no curto prazo. Apesar disso, instituições como Itaú BBA e BB Investimentos mantêm previsões otimistas, com preço-alvo entre R$ 66 e R$ 68 para as ações até 2026.

Cenário Internacional

No cenário internacional, as principais mineradoras também apresentaram queda nesta terça-feira, movidas por uma atmosfera de aversão ao risco. A BHP (ASX:BHP) viu suas ações caírem 1,46%, enquanto a Rio Tinto (LSE:RIO) recuou 1,20%. A ArcelorMittal (EU:MT) perdeu 1,52%, e a Cleveland-Cliffs (NYSE:CLF) despencou 17,24%, reflexo de resultados trimestrais que ficaram abaixo das expectativas e preocupações relacionadas à demanda por aço. Apesar das suas quedas, a Vale manteve um desempenho relativamente superior em comparação com a média global do setor, sustentada pela expectativa de recuperação operacional no 3T25.

Análise Técnica — VALE3 (21/10)

A ação da Vale (BOV:VALE3) encerrou o pregão da terça-feira (21/10) com sinais de consolidação técnica, após um período de volatilidade e a formação de padrões de reversão identificados no gráfico diário. O último padrão significativo, observado em 16/10, foi um Harami de Baixa (White Harami), que sugere uma pausa no movimento de alta e sinaliza uma diminuição na força compradora. Apesar disso, as ações permaneceram acima de um suporte imediato situado em R$ 59,80. Esse ponto é considerado crucial, pois, caso seja rompido, poderá abrir espaço para correções que podem levar os preços a R$ 59,22 e R$ 57,09.

Do lado positivo, a média móvel de 21 períodos ainda mostra uma tendência de alta, enquanto o Parabólico SAR continua a sinalizar uma tendência de compra. Se o papel conseguir romper a resistência de R$ 61,35, há potencial para testagens em R$ 63,99 e, posteriormente, em R$ 65,35, isso abriria espaço para uma recuperação até R$ 67,10 no curto prazo. Entre os 13 indicadores analisados, 6 apontam para alta (46%), 1 indica baixa (8%) e 6 permanecem neutros (46%), resultando em um cenário técnico considerado equilibrado, com um viés levemente positivo, mas dependente de catalisadores, como os resultados de produção para o 3T25.

Fonte: br.-.com

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