Vale (VALE3) projeta retomar operações em minas paralisadas de MG em até 3 semanas.

Restabelecimento de Operações da Vale

A Vale (VALE3) informou que espera concluir, em até três semanas, o restabelecimento das condições operacionais de duas minas paralisadas em Minas Gerais. A interrupção das atividades se deu após chuvas intensas no final de janeiro, que provocaram transbordamentos nas cavas e alagamentos nas operações. A declaração foi feita pelo presidente da mineradora, Gustavo Pimenta, em coletiva de imprensa realizada na sexta-feira.

Interrupção das Atividades

As operações nas minas de Fábrica, localizadas entre Ouro Preto e Congonhas, e Viga, situada em Congonhas, estão suspensas desde 27 de janeiro. Essa paralisação ocorreu devido a transbordamentos de água e sedimentos nas instalações, o que levantou preocupações tanto em relação à segurança das comunidades adjacentes quanto ao meio ambiente nas proximidades.

Pimenta declarou: "A nossa visão é que em duas ou três semanas a gente já deve estar com o site limpo e pronto para retomar as operações. Isso, é claro, dependerá das autoridades estaduais, federais e locais para que possamos restabelecer a operação."

Produção e Expectativas

As duas unidades juntas têm uma capacidade de produção de 8 milhões de toneladas por ano, representando cerca de 2,4% do volume médio previsto pela Vale para o minério de ferro em 2026, conforme ressaltaram analistas do Santander. Na sexta-feira, Pimenta afirmou que, neste período do ano, as operações normalmente apresentam um volume de produção naturalmente reduzido, devido à sazonalidade das chuvas.

O presidente da Vale observou que, em função desse fenômeno climático, não havia expectativas elevadas em relação ao impacto nas operações anuais, reafirmando a posição da empresa de que não haveria alterações no guidance devido a essa situação.

Foco em Segurança e Resiliência

Pimenta destacou que o foco atual da empresa é garantir a limpeza do local e restabelecer as condições operacionais o mais rápido possível. Somente após a conclusão desse trabalho, a Vale iniciará negociações com as autoridades para determinar a melhor forma de retomar suas operações.

Além disso, o presidente fez questão de enfatizar a necessidade de aprender com esse incidente, afirmando que a companhia revisará suas operações para identificar como pode aumentar ainda mais a resiliência frente a mudanças climáticas. "Estamos avaliando as operações para entender como podemos nos tornar ainda mais resilientes em face das mudanças climáticas que temos enfrentado", disse Pimenta.

Processos Internos e Avaliações

O executivo explicou que a mineradora já possui um processo interno rigoroso para se adaptar a condições climáticas adversas. A infraestrutura geotécnica das pilhas e barragens é projetada com base em cenários desafiadores. No caso dos extravazamentos, ele mencionou que estes ocorreram dentro de uma área industrial da companhia.

Pimenta também comentou que a empresa realiza um monitoramento considerável da incidência de chuvas antes de cada estação chuvosa. Esses estudos incluem análises de eventos passados, com o objetivo de proteger seus ativos. "Inclusive discutimos esse plano de chuvas com as autoridades. É um tema de grande importância para a Vale, que tem evoluído consideravelmente nos últimos anos e continuará a avançar, priorizando sempre a segurança", completou.

Histórico de Segurança e Impactos na Comunidade

Os eventos mais recentes ocorreram em um momento em que a população de Minas Gerais ainda discute os impactos dos dois rompimentos de barragens de mineração envolvendo a Vale desde 2015. Pimenta garantiu durante a coletiva que nenhuma das barragens ou estruturas geotécnicas sofreu danos no incidente atual.

As ações proativas da Vale em monitorar condições climáticas e garantir a segurança de suas operações são, segundo Pimenta, fundamentais para a proteção não apenas de seus ativos, mas também para a segurança das comunidades que cercam suas operações.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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