Novos Recordes no Ibovespa
Na última semana, o Ibovespa (IBOV) atingiu novos recordes, marcando a segunda semana consecutiva de altas históricas tanto intradia quanto no fechamento. Este desempenho positivo foi impulsionado por resultados corporativos favoráveis e pela decisão do Banco Central de manter inalterada a taxa básica de juros no Brasil.
O índice principal da bolsa brasileira teve uma valorização acumulada de 3,02% nos cinco pregões anteriores, encerrando a sessão no marco inédito de 154 mil pontos. Com isso, o Ibovespa registrou a maior sequência de altas consecutivas desde 1994, totalizando 13 dias de ganhos ininterruptos.
Em relação à moeda americana, o dólar à vista (USBRL) fechou a R$ 5,3357, apresentando um recuo de 0,83% em comparação ao real ao longo da semana.
Decisão do Copom e Políticas Econômicas
No Brasil, os investidores também acompanharam a recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que, em reunião realizada na quarta-feira (5), optou por manter a taxa Selic em 15% ao ano. Este é o maior nível da taxa desde meados de 2006. Essa foi a terceira manutenção consecutiva, conforme era esperado pelo mercado.
No comunicado oficial, o Copom reconheceu que a inflação e as medidas relacionadas “apresentaram algum arrefecimento”, embora ainda estejam acima da meta de inflação estipulada. No entanto, os diretores do Banco Central indicaram que as expectativas seguem desancoradas, com projeções inflacionárias elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. Portanto, decidiram que a política monetária deve permanecer em um nível significativamente contracionista por um período prolongado.
Questões Fiscais e Impactos Externos
Além disso, as questões fiscais permaneceram em foco no mercado. O Senado aprovou uma proposta que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil por mês e concede isenção parcial para aqueles que recebem até R$ 7.350. O texto agora aguarda a sanção presidencial.
Em um contexto internacional, o governo dos Estados Unidos continua enfrentando um ‘shutdown’, a maior paralisação da máquina pública na história do país. O relatório de empregos, conhecido como payroll, não foi publicado pelo segundo mês seguido.
No dia 7 de novembro, o governo norte-americano implementou cortes significativos nas viagens aéreas, citando preocupações relacionadas à segurança do controle de tráfego aéreo devido à paralisação governamental. As companhias aéreas foram obrigadas a reduzir 4% dos voos em 40 aeroportos, enquanto os voos internacionais não serão afetados.
Performance do Ibovespa
Altas da Semana
A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Vamos (VAMO3), impulsionada pela expectativa em relação aos números do terceiro trimestre (3T25). No fim de outubro, a companhia divulgou uma receita líquida de R$ 1,529 bilhão, o que representa um crescimento de 25,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo a prévia operacional.
Outro destaque positivo foi a Petrobras (PETR4; PETR3), que reportou um lucro líquido de US$ 6,03 bilhões entre julho e setembro, resultando em uma alta de 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento no lucro foi registrado apesar de uma queda de 13,9% nos preços do petróleo em relação ao terceiro trimestre de 2024.
Além do balanço positivo, a Petrobras anunciou que seu Conselho de Administração aprovou o pagamento de dividendos intercalares totalizando R$ 12,16 bilhões, o que equivale a R$ 0,94 por ação ordinária e preferencial.
| CÓDIGO | NOME | VARIAÇÃO SEMANAL |
| VAMO3 | Vamos ON | 9,57% |
| CYRE3 | Cyrela ON | 9,39% |
| RDOR3 | Rede D’Or ON | 9,16% |
| PETR3 | Petrobras ON | 8,79% |
| PETR4 | Petrobras PN | 8,17% |
| FLRY3 | Fleury ON | 7,90% |
| PRIO3 | PRIO ON | 7,83% |
| RADL3 | RD Saúde ON | 7,50% |
| WEGE3 | Weg ON | 6,89% |
| EQTL3 | Equatorial ON | 6,51% |
Maiores Quedas da Semana
A ponta negativa do índice foi liderada por Minerva Foods (BEEF3), que teve uma correção após os ganhos acumulados em decorrência dos resultados do terceiro trimestre (3T25). As ações da companhia tiveram uma alta acumulada de quase 10% nos últimos 30 dias, impulsionadas pelas perspectivas favoráveis de mercado em relação ao relatório de resultados.
No 3T25, Minerva Foods reportou um lucro líquido de R$ 120 milhões, o que representa um aumento de 27,6% em comparação ao mesmo período do ano precedente. Anualmente, a receita líquida cresceu 82,5%, saindo de R$ 8,501 bilhões para R$ 15,512 bilhões. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) também teve um crescimento de 70,8%, alcançando R$ 1,388 bilhão.
No período de julho a setembro, o volume de abate consolidado de bovinos atingiu 1,6 milhão de cabeças, representando um crescimento de 42,4% em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior. Segundo o BB Investimentos, os resultados foram positivos apesar da pressão sobre custos, que afetou a rentabilidade operacional. O banco destacou a forte geração de caixa operacional e a redução de alavancagem financeira.
| CÓDIGO | NOME | VARIAÇÃO SEMANAL |
| BEEF3 | Minerva ON | -14,90% |
| RAIZ4 | Raízen ON | -11,58% |
| CSNA3 | CSN ON | -11,55% |
| POMO4 | Marcopolo PN | -10,27% |
| YDUQ3 | Yduqs ON | -7,18% |
| COGN3 | Cogna ON | -6,68% |
| LREN3 | Lojas Renner ON | -6,00% |
| RECV3 | PetroReconcavo ON | -5,64% |
| SMTO3 | São Martinho | -4,99% |
| CMIN3 | CSN Mineração ON | -4,45% |
Fonte: www.moneytimes.com.br