Vendas no Varejo dos EUA Mantêm Estabilidade em Outubro

Vendas no Varejo dos Estados Unidos

As vendas no varejo dos Estados Unidos mantiveram-se estáveis em outubro, indicando que os gastos dos consumidores provavelmente permaneceram em uma base sólida no início do quarto trimestre. Essa estabilidade se dá apesar do aumento do custo de vida, que tem levado algumas famílias a reduzirem seus gastos.

Dados das Vendas

O Census Bureau do Departamento de Comércio divulgou que a leitura das vendas no varejo não apresentou mudanças, após um ganho de 0,1% em setembro, dado que foi revisto para baixo. Economistas consultados pela Reuters haviam previsto um aumento de 0,1% nas vendas, que são compostas em grande parte por mercadorias e não são ajustadas pela inflação. Em setembro, um aumento anterior de 0,2% foi relatado.

O relatório sobre as vendas, que estava inicialmente programado para ser divulgado em meados de novembro, foi atrasado devido à paralisação de 43 dias do governo federal dos Estados Unidos.

Impacto do Custo de Vida

Os consumidores norte-americanos têm enfrentado aumentos significativos nos preços de alimentos, móveis e uma variedade de outros produtos importados, que são consequência das tarifas de importação estabelecidas durante a administração do presidente Donald Trump. Além disso, os custos com saúde e moradia também mostraram um aumento.

Consequências para as Famílias

Economistas apontam que as famílias de baixa e média renda foram desproporcionalmente afetadas pelo aumento do custo de vida. O governo Trump, que conquistou a presidência no ano anterior prometendo controlar a inflação, tem alternado entre minimizar os problemas, referindo-os como "uma farsa", e culpar o ex-presidente Joe Biden. Além disso, o presidente prometeu que suas políticas econômicas trarão benefícios para os americanos em 2026.

Vendas Excluindo Categorias Específicas

Em outubro, as vendas no varejo, excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação, apresentaram um aumento de 0,8%. Esse crescimento ocorreu após uma queda não revisada de 0,1% em setembro. Esse dado é considerado mais representativo do componente de gastos do consumidor do Produto Interno Bruto (PIB).

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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