Verde mantém suas apostas no Brasil e desfaz posição em criptomoedas.

Desempenho de Luis Stuhlberger em 2025

Luis Stuhlberger, gestor da Verde Asset, iniciou o ano de 2025 com uma visão cética em relação às ações brasileiras, uma percepção compartilhada por grande parte dos profissionais do setor financeiro. Contudo, essa postura mudou quando as apostas contra a bolsa resultaram em perdas, o que levou o gestor a adotar uma estratégia inversa para reverter os prejuízos, estratégia essa que se mostrou eficaz.

Ao finalizar o ano passado, os dados financeiros indicavam que os ganhos obtidos com a bolsa local foram fundamentais para assegurar um resultado acima do benchmark, que é o índice de referência para avaliação de desempenho. O fundo Verde, gerido por Stuhlberger, alcançou um retorno de 15,94% em 2025, enquanto o CDI registrou um fechamento de 14,31%. Além das ações brasileiras, outros fatores, como crédito, arbitragens relacionadas a juros, a inflação nos Estados Unidos e commodities, também contribuíram para o resultado positivo, embora a bolsa global, o preço do petróleo e a moeda chinesa tenham atuado como limitações para este saldo positivo.

Stuhlberger e sua equipe destacam na carta do fundo Verde, datada de dezembro, que o bom desempenho global foi crucial, pois possibilitou a continuidade dos fluxos de capital em direção a mercados emergentes e beneficiou ativos cíclicos, o que impactou de maneira decisiva o rendimento dos investimentos no país.

E como se apresenta 2026?

O início de 2026, até o momento, não trouxe muitas mudanças significativas. O fundo da Verde Asset manteve sua alocação em ações brasileiras. Em relação à renda fixa, a estratégia se concentra em juro real, o que indica que Stuhlberger está aplicando recursos em ativos atrelados ao IPCA+, aguardando uma queda nas taxas da Selic.

A Verde também está investida em real em relação ao dólar e mantém suas posições em crédito privado. Entretanto, houve uma mudança importante, pois Stuhlberger decidiu zerar sua posição em criptomoedas. A gestora havia feito sua primeira entrada nesse mercado em novembro de 2024 e aumentou sua participação em maio de 2025, mas, agora, anunciou a venda total de seus ativos em criptomoedas após uma redução em novembro do ano anterior. Este movimento ocorreu em um contexto em que o Bitcoin (BTC) registrou seu primeiro saldo anual negativo desde 2022.

Nos Estados Unidos, a Verde posicionou-se para obter lucros em um cenário em que a inflação se mostrasse superior às expectativas do mercado, enquanto também se protege contra o cenário de juros elevados. Além disso, a gestora mantém uma aposta contra o dólar e a favor do ouro.

Visão de Stuhlberger para o Brasil

A análise realizada por Luis Stuhlberger no que diz respeito ao Brasil não é otimista, segundo o conteúdo da carta do fundo. Ele observa que os sinais de deterioração institucional no país se manifestam de maneira constante e acumulativa ao longo do tempo.

A carta enfatiza que “esse tipo de deterioração incremental, embora não impacte diretamente os mercados no curto prazo, é extremamente prejudicial a longo prazo, especialmente em períodos em que os prêmios de risco estão mais baixos e é sensato manter essa realidade em mente”.

Embora a crítica seja clara, a Verde Asset não critica diretamente indivíduos ou grupos, optando por uma abordagem mais ampla e generalizada. No documento, é afirmado que, em 2025, o cenário brasileiro foi particularmente influenciado “pelas ondas de choque decorrentes do anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro”. Contudo, após um “realinhamento probabilístico”, os ativos conseguiram se recuperar, impulsionados pelos fatores externos favoráveis.

Porém, essa recuperação precisa ser analisada com cautela, dado que mesmo o cenário internacional, que favoreceu os ativos brasileiros, enfrenta suas próprias dificuldades. A relação entre os Estados Unidos e a Venezuela foi destacada como um sinal de incerteza política. A gestão da Verde interpretou esse contexto como positivo para a valorização de reservas em ouro, embora tenha levantado ressalvas a respeito do aumento de preços da prata, platina e paládio, apontando também para os riscos relacionados a uma “euforia especulativa”.

Assim, a escolha da Verde é pela utilização do ouro, que é comercializado em dólar.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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