A Oferta Pública de Debêntures da Vibra Energia
A Vibra Energia (VBBR3) divulgou, na última sexta-feira, dia 4, um comunicado ao mercado informando sobre uma oferta pública de distribuição de debêntures no montante inicial de R$ 1,4 bilhão.
A emissão que será realizada pela empresa compreende duas séries de debêntures, identificadas pelos códigos ISIN BRVBBRDBS0A1 e BRVBBRDBS0B9.
Classificação de Risco e Destinatários
Para a classificação de risco definitiva dessa emissão, a Vibra contratou a agência Moody’s América Latina, com a nota a ser divulgada juntamente com o anúncio de início da oferta. É importante ressaltar que essa oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e está isenta da necessidade de divulgação de prospecto, conforme estabelecido pela Resolução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Razão de Permutabilidade
A empresa também estabeleceu uma razão de permutabilidade, permitindo que os detentores das debêntures da 4ª e 5ª emissão realizem a dação em pagamento para a obtenção de debêntures da 1ª série da 11ª emissão. As condições financeiras para essa permutabilidade serão definidas com base em taxas de CDI acrescidas de um spread, conforme indicativo da ANBIMA.
As debêntures que não estiverem vinculadas a essa dação serão resgatadas antecipadamente, de acordo com o que está previsto em contrato.
Utilização dos Recursos Captados
Como mencionado no comunicado, “os recursos captados pela companhia por meio da integralização das debêntures da 2ª série serão utilizados para reforçar o capital de giro da emissora, além de serem destinados a propósitos corporativos diversos, conforme detalhado na escritura de emissão”.
Recomendação de Compra do Safra
A Vibra Energia é considerada uma top pick pela instituição financeira Safra. Em um relatório recente, o banco reafirmou sua preferência pelas ações da companhia (VBBR3), mantendo uma recomendação de compra.
O Safra também ajustou o preço-alvo para as ações de R$ 35 para R$ 47 nos próximos 12 meses. Segundo os analistas, a companhia apresenta um potencial de valorização mais significativo e uma maior exposição à distribuição de combustíveis, além de melhor visibilidade em relação à alocação de capital.
Os analistas Conrado Vegner e Vinícius Andrade destacam que a expectativa de uma geração de caixa mais robusta, resultante de margens mais elevadas, será direcionada principalmente para a desalavancagem da empresa.
Fonte: www.moneytimes.com.br
