Resultados Financeiros da Vibra Energia
A Vibra Energia (VBBR3) reportou um lucro líquido de R$ 679 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), apresentando um crescimento de 33,1% em relação ao mesmo período de 2024. O lucro líquido ajustado foi de R$ 615 milhões, o que representa um avanço de 20,5% na comparação anual. Esse crescimento foi impulsionado pela expansão de volumes comercializados e pela recomposição das margens comerciais.
A receita líquida ajustada alcançou R$ 50,5 bilhões, com um aumento de 13,5% em relação ao 4T24, impulsionada principalmente pelo maior volume vendido no segmento de distribuição, que atingiu 9,5 milhões de m³, o maior volume registrado nos últimos doze trimestres. De acordo com a companhia, o desempenho também reflete a recomposição gradual das margens comerciais, após perdas com inventários observadas ao longo de 2025, além de uma maior participação de produtos premium no mix de vendas.
O lucro bruto ajustado totalizou R$ 2,9 bilhões, marcando um crescimento de 35,3% na comparação anual, com uma margem bruta de 5,7%, que representa um avanço de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ajustado foi de R$ 2,62 bilhões, refletindo um aumento de 100,5% em relação ao ano anterior. A margem Ebitda foi de R$ 251 por m³, em comparação aos R$ 145 por m³ reportados no 4T24.
Desempenho por Segmento
No que diz respeito ao segmento de distribuição, que é o principal negócio da companhia, o volume comercializado foi de 9,5 milhões de m³, o que representa um crescimento de 5,4% em relação ao 4T24. Esse resultado foi impulsionado, principalmente, pelo aumento das vendas de gasolina, diesel e combustível de aviação. O EBITDA ajustado dessa divisão alcançou R$ 2,39 bilhões no trimestre, um crescimento de 82,7% na comparação anual, o que reflete a melhora nas margens comerciais e os ganhos de eficiência operacional.
No segmento B2B, o volume vendido foi de 3,47 milhões de m³, o que representa um aumento de 2,3% na comparação anual, com destaque para as vendas de diesel, querosene de aviação e lubrificantes. A receita líquida desse segmento totalizou R$ 18,5 bilhões, registrando um crescimento de 12,4%, enquanto o Ebitda ajustado foi de R$ 677 milhões, um aumento de 51,8% em relação ao ano anterior.
No setor de renováveis, que inclui a Comerc, a receita líquida foi de R$ 1,7 bilhão, uma alta de 38% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda proporcional alcançou R$ 312 milhões, marcando um crescimento de 4%. Esse resultado foi sustentado, principalmente, pela expansão da geração distribuída, mesmo em um cenário ainda desafiador devido ao curtailment no setor elétrico.
Ambiente Competitivo
Ao comentar os resultados financeiros, a Vibra destacou que o ambiente competitivo no setor de combustíveis tem mostrado melhorias graças a alterações regulatórias e ao aumento da fiscalização. A empresa afirmou que, em um contexto marcado pelo fortalecimento do arcabouço regulatório, pela maior rigidez no combate a irregularidades e pela redução de assimetrias competitivas, a Vibra demonstrou resiliência e capacidade de execução.
Distribuidoras de combustíveis têm manifestado preocupações quanto à presença de postos de combustíveis ligados a atividades criminais e esquemas de sonegação. A operação chamada Carbono Oculto, que tem como foco o combate a fraudes no mercado de combustíveis, tem sido um dos alvos de fiscalização intensificada nos últimos tempos.
Endividamento
O resultado financeiro da Vibra no trimestre foi negativo em R$ 504 milhões, revertendo um resultado positivo de R$ 185 milhões registrado um ano antes. Esse movimento está associado principalmente ao aumento do nível de endividamento após a consolidação da Comerc. A dívida líquida foi de R$ 19,2 bilhões ao final do trimestre, enquanto a alavancagem ficou em 2,4 vezes, calculada pela relação entre dívida líquida e Ebitda. A companhia afirmou que esse indicador já apresenta uma redução em relação ao pico observado ao longo de 2025, refletindo a geração de caixa operacional e a estratégia de desalavancagem após a aquisição integral da Comerc.
Fonte: www.moneytimes.com.br