A tecnologia a favor da memória: o Google Maps e a localização de veículos
Para muitas pessoas, esquecer onde deixaram objetos importantes, como celulares, relógios ou chaves, é uma situação bastante comum. Essa dificuldade pode ser ainda mais aguda quando se trata de lembrar onde estacionou um carro, um episódio que pode se tornar extremamente angustiante no dia a dia de quem costuma esquecer.
Historicamente, a busca por objetos esquecidos era uma tarefa muitas vezes frustrante. Para itens menores, o processo poderia levar horas, até que, por acaso, a descoberta ocorresse dias depois. A ajuda de superstições, como o reza para São Longuinho, aparece como uma última esperança para aqueles que se conformavam com a perda permanente. No entanto, o ato de reencontrar um carro estacionado em um local desconhecido pode ser um desafio significativo, amplificado pela necessidade de agir rapidamente para evitar possíveis furtos.
Ainda bem que, diante do avanço tecnológico, essas dificuldades podem ser minimizadas, proporcionando soluções que tornam a vida mais fácil e a lembrança de bens materiais menos problemática.
Funcionalidade do Google Maps para localizar veículos
Recentemente, o Google Maps introduziu uma nova funcionalidade que promete facilitar a vida das pessoas esquecidas, pois agora é capaz de registrar, de forma automática, onde um veículo foi estacionado.
O gerente de produtos do Google Maps, Rio Akasaka, anunciou a inovação em seu perfil no LinkedIn, destacando que, uma vez que o celular esteja conectado ao carro – seja por Bluetooth, CarPlay ou pela porta USB – o aplicativo marcará automaticamente o ponto onde o veículo foi desligado após uma viagem.
No entanto, essa nova funcionalidade encontra-se disponível, atualmente, somente para usuários de dispositivos da Apple, como iPhones e iPads. Para os usuários de Android, a alternativa consiste em salvar manualmente a localização do veículo na lista de favoritos do aplicativo, embora isso dependa da lembrança do usuário.
Rastreadores digitais para objetos diversos
No que diz respeito à localização de objetos menores, como celulares ou smartwatches, é possível utilizar funcionalidades nativas dos próprios dispositivos, como o recurso “Buscar”, disponível em iPhones. No entanto, para itens que não possuem essa tecnologia, a compra de um rastreador digital pode ser uma solução eficaz.
Estes rastreadores são particularmente úteis para manter o controle sobre chaves de carro, bolsas e mochilas, sendo muito populares entre viajantes que os utilizam dentro das malas despachadas, uma vez que facilita o rastreamento em casos de extravio em aeroportos. Após a fixação do rastreador ao objeto desejado, a localização é realizada através do celular. Entre os modelos mais conhecidos estão o AirTag, da Apple, e o Galaxy SmartTag, da Samsung.
Conforme relatos em fóruns de discussão da Apple, o rastreador AirTag funciona em um alcance de 10 a 30 metros via Bluetooth. Contudo, ele pode ter um desempenho efetivo em distâncias maiores caso o objeto esteja próximo de qualquer iPhone que esteja conectado à internet.
Os preços para esses rastreadores também variam: enquanto o modelo mais recente do Galaxy SmartTag pode ser encontrado a partir de R$ 170 no site da Samsung, o AirTag está disponível a partir de R$ 370 na Apple. No entanto, há opções de marcas genéricas que avultam como alternativas mais baratas no mercado.
Atenção necessária ao utilizar essas tecnologias
Embora essas soluções tecnológicas apresentem grande potencial para auxiliar aqueles que tendem a esquecer objetos, é importante ressaltar que exigem uma cuidada atenção e conectividade contínua. Para que o Google Maps registre corretamente onde o carro está estacionado, por exemplo, é preciso que o celular permaneça conectado ao veículo até o momento do estacionamento.
Em relação aos rastreadores digitais, a lógica é similar; a conexão entre o celular e o rastreador deve estar funcionando perfeitamente antes que eles sejam utilizados nos objetos. Se a comunicação entre os dispositivos falhar, a pessoa poderá acabar enfrentando os apreensivos tempos anteriores à tecnologia e pode se ver novamente às voltas com a incerteza de buscar seus bens perdidos.
*Com informações da CNN Brasil.
Fonte: www.moneytimes.com.br