Fechamento de Wall Street
Os índices de Wall Street recuperaram os fortes ganhos da sessão anterior e encerraram o dia em uma trajetória negativa, com a deterioração do sentimento de risco, motivada por preocupações em relação a uma possível bolha no setor de Inteligência Artificial (IA).
Resultados dos Índices
Confira o desempenho dos principais índices ao final do dia:
- Dow Jones: -0,51%, aos 48.458,05 pontos;
- S&P 500: -1,07%, aos 6.827,41 pontos;
- Nasdaq: -1,69%, aos 23.195,16 pontos.
Apesar da queda registrada na sessão, o índice Dow Jones conseguiu acumular uma alta de quase 2% ao longo da semana. O S&P 500 teve uma valorização de 0,3% nas últimas negociações, enquanto o Nasdaq apresentou uma perda de 0,4% nos cinco pregões recentes.
Fatores que Influenciaram Wall Street
A política monetária continuou a ser um dos principais focos de atenção entre os investidores e analistas.
Na última quarta-feira, dia 10, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) decidiu reduzir os juros em 0,25 ponto percentual, fixando a nova faixa entre 3,50% a 3,75% ao ano. Essa decisão estava dentro das expectativas do mercado e representou a terceira redução consecutiva.
Divergências nas Votações
A decisão do comitê não foi unânime, uma vez que Stephen Miran votou a favor de uma redução maior, de 0,50 ponto percentual, enquanto os membros Austan Goolsbee e Jeffrey Schmid optaram por manter os juros na faixa de 3,75% a 4,00% ao ano. Portanto, o resultado da votação foi de 9 a 3, a maior dissidência desde setembro de 2019.
Nesta sexta-feira, dia 12, os membros dissidentes explicaram suas posições. O presidente da unidade do Fed de Kansas City, Jeffrey Schmid, manifestou sua discordância em relação ao corte de 0,25 ponto percentual, enfatizando que a inflação permanece “muito alta” e que a política monetária deveria continuar a ser moderadamente restritiva, a fim de controlá-la adequadamente.
Schmid afirmou: “Neste momento, vejo uma economia que está mostrando impulso e uma inflação que está muito aquecida, o que sugere que a política monetária não é excessivamente restritiva”.
Por outro lado, o presidente da unidade do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, expressou sua crença de que seria mais prudente esperar por dados adicionais sobre a inflação e as condições do mercado de trabalho antes de decidir sobre uma redução nas taxas de juros. Ele destacou a grande preocupação que tanto empresas quanto consumidores manifestam em relação ao aumento dos preços e, por isso, votou pela manutenção da taxa.
“Deveríamos ter esperado para obter mais dados, especialmente sobre a inflação”, concluiu Goolsbee.
Fonte: www.moneytimes.com.br