Acusações de Elizabeth Warren sobre a CFPB
Contexto da Declaração
A Senadora Elizabeth Warren, do Massachusetts, acusou Russell Vought, o diretor interino do Escritório de Proteção Financeira do Consumidor (CFPB), de minar a iniciativa do Presidente Donald Trump para tornar os cartões de crédito mais acessíveis. Essa acusação foi feita em uma carta que foi obtida exclusivamente pela CNBC.
Detalhes da Carta
Na correspondência endereçada a Vought, Warren destacou que, ao longo do último ano, a agência deixou de lado uma regra que limitava as taxas de atraso em cartões de crédito. Além disso, a CFPB se posicionou ao lado dos credores em processos judiciais relacionados a práticas enganosas e suspendeu ações de fiscalização contra a indústria.
Declaração de Trump
No início deste mês, Trump fez um apelo por meio de uma postagem em uma rede social, solicitando que os bancos dos Estados Unidos limitassem voluntariamente as taxas de juros dos cartões de crédito a 10% por um período de um ano. Como os bancos não atenderam a essa demanda, Trump pediu esta semana que os legisladores tomassem medidas sobre o assunto.
"Warren mencionou que conversou com o Presidente Trump na semana passada e afirmou que o Congresso poderia aprovar uma legislação para limitar as taxas de juros dos cartões de crédito, caso ele se empenhasse para isso", conforme relatado na carta.
Críticas à Gestão de Vought
Em sua carta, Warren expressou preocupação com as ações de Vought, argumentando que elas estão diretamente em desacordo com os objetivos declarados de Trump. "Sob a sua administração, o CFPB tomou medidas que facilitam, e não dificultam, que grandes bancos e empresas de cartões de crédito exploram os americanos", escreveu Warren.
A carta também aproveita a mudança de foco de Trump em direção à acessibilidade financeira, buscando utilizar sua iniciativa contra sua própria administração. Isso acentua as tensões em relação ao órgão regulador financeiro, que Warren ajudou a estabelecer durante a administração Obama. Membros do governo Trump têm tentado fechar o CFPB como parte de uma agenda mais ampla de desregulamentação favorável às empresas.
Situação Atual do CFPB
Funcionários atuais e antigos da CFPB relataram que a agência encontra-se em uma situação crítica sob a liderança de Vought, que lutou judicialmente para implementar demissões em massa e interromper o financiamento da agência.
Recomendações de Warren
Warren sugeriu que Vought deveria utilizar todas as autoridades do CFPB para abordar os altos custos dos cartões de crédito e tomar medidas rigorosas contra práticas abusivas. "Em vez de tentar desmantelar a agência, ele deve estar focado em reinstaurar imediatamente a regra que limita as taxas de atraso em cartões de crédito a $8, o que economizaria mais de $10 bilhões aos americanos anualmente", afirmou Warren.
A senadora também argumentou que o CFPB deveria combater práticas enganosas associadas às promoções de juros diferidos, retomar a fiscalização sobre as regras que monitoram o aumento das taxas de juros, responder a um crescente número de reclamações de consumidores e interromper táticas de bait-and-switch relacionadas a programas de recompensas.
Warren concluiu afirmando: "Ou o Presidente Trump não está levando a sério a questão de tornar os cartões de crédito mais acessíveis, ou você está desconsiderando de maneira insubordinada suas diretrizes".
Resposta do CFPB
Até o momento, o CFPB não respondeu a um pedido de comentário sobre as alegações apresentadas por Warren.
Fonte: www.cnbc.com