Preço-Alvo do Ibovespa Aumenta
A XP Investimentos revisou para cima o preço-alvo do Ibovespa (IBOV) para o final de 2026, passando de 185.000 para 190.000 pontos. Essa mudança é resultado do potencial de alta que se observa em um cenário otimista.
Movimentação do Mercado Brasileiro
De acordo com a corretora, o Brasil tem seguido, em grande parte, o movimento global de expansão de múltiplos, especialmente com o enfraquecimento das ações americanas e o aumento do fluxo de investidores estrangeiros. Os estrategistas Fernando Ferreira, Felipe Veiga, Raphael Figueredo e Lucas Rosa, da XP, apontam que, como consequência, o valuation relativo das ações brasileiras em comparação com os pares do Brasil e da América Latina manteve-se amplamente estável durante a maior parte do período.
Recentemente, o Brasil começou a se descolar de maneira mais relevante em relação aos seus pares. Este fenômeno se traduziu em uma fase de performance superior, resultando em uma expansão mais visível dos múltiplos relativos.
Rali das Ações Brasileiras
Desde o início de 2025, as ações brasileiras têm mostrado um desempenho considerável, com o Ibovespa acumulando uma alta de 50,8% em reais e 78,5% em dólares. Esse desempenho coloca o Brasil entre os melhores mercados de ações globais do período.
Atratividade do Mercado Brasileiro
Nesse contexto, a XP destaca que o Brasil continua a se sobressair entre os mercados globais de ações. Essa diferenciação pode ser atribuída à combinação de valuations relativamente mais atrativos e fundamentos corporativos sólidos. A corretora sugere que ainda há espaço para uma nova onda de expansão de múltiplos, impulsionada por fluxos de capital estrangeiro e a possibilidade de queda nos juros reais.
No entanto, a XP também alerta que a métrica de valuation do Ibovespa que mais preocupa os investidores é o prêmio de risco das ações, que atualmente está em níveis historicamente baixos. Os analistas afirmam que, apesar desse cenário, o prêmio de risco historicamente apresentou baixo poder preditivo em relação aos retornos futuros das ações no Brasil.
Fonte: www.moneytimes.com.br