Discussões com o Governo
O diretor-presidente da Taesa (TAEE11), Rinaldo Pecchio Jr, expressou otimismo em relação às negociações com o governo federal sobre o vencimento das concessões de transmissão de energia. Ele afirmou que espera uma definição sobre as novas regras nos próximos meses.
Durante uma teleconferência sobre o balanço da empresa, realizada nesta quarta-feira (12), o executivo detalhou que a Taesa está conduzindo estudos técnicos para dialogar com o Ministério de Minas e Energia (MME) e com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O objetivo é demonstrar a necessidade de uma decisão fundamentada em “fatos e análises econômico-financeiras” que considere a modicidade tarifária, além de aspectos operacionais.
“Estou confiante de que teremos definições nos próximos meses. O ano de 2027 é uma data crucial para que possamos manifestar nosso interesse em manter a concessão. Precisamos ter isso definido até 2027 para que consigamos nos posicionar adequadamente, mas eu sou otimista”, comentou o CEO da Taesa.
Atualmente, existem diversas concessões de transmissão de energia que vencem a partir de 2030. Contudo, o governo ainda não se pronunciou sobre o futuro desses ativos, levantando questionamentos sobre se haverá um novo processo de licitação ou se os contratos serão renovados com os operadores existentes.
Resultados do 3T25 da Taesa
No terceiro trimestre de 2025, a companhia de transmissão de energia elétrica reportou um lucro líquido regulatório de R$ 323 milhões, o que representa um aumento de 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) regulatório foi de R$ 549 milhões, superando a estimativa de R$ 515 milhões segundo a IBES da LSEG. Em comparação com o ano anterior, houve um crescimento de 12,6% neste indicador.
A receita operacional líquida totalizou R$ 651 milhões durante o período, apresentando um aumento de 9,8% em relação ao terceiro trimestre de 2024.
A dívida líquida da Taesa alcançou R$ 11,98 bilhões ao final do 3T25, o que representa um crescimento de 9,3% em comparação ao ano anterior. A alavancagem financeira, medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda, atingiu 4,1 vezes neste trimestre, um aumento de 0,1 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado.
Dividendos e Juros sobre Capital Próprio
Além do balanço, a Taesa divulgou o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) no total de R$ 323 milhões. Dessa quantia, R$ 144,5 milhões referem-se a JCP e R$ 178,8 milhões a dividendos intercalares.
Os pagamentos estão programados para ocorrer no dia 28 de janeiro de 2026, com base na situação acionária de 14 de novembro de 2025. A negociação das ações ocorrerá “ex”-dividendos e ex-JCP a partir do dia 15 deste mês.
Analistas do setor avaliaram os resultados financeiros da Taesa como “sólidos” e sem surpresas. O balanço foi considerado “em linha, como de costume”, conforme as observações dos analistas Raul Cavendish e Bruno Vidal, da XP.
Fonte: www.moneytimes.com.br

