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Boa sexta-feira. Mais uma semana, mais um acordo de propriedade para um time da liga principal de esportes. Duas fontes informaram à CNBC que a empresa de private equity Arctos concordou em adquirir 10% do Atlanta Falcons.
Os futuros de ações estão em alta antes da abertura do mercado, enquanto os investidores buscam se recuperar do dia negativo registrado na quinta-feira.
A seguir, cinco aspectos chave que os investidores devem saber para começar o dia de negociação:
1. A pressão sobre o secretário do Tesouro
A pressão está aumentando sobre o secretário do Tesouro, Scott Bessent, após os esforços de seu departamento para acalmar o mercado de títulos não terem conseguido conter a alta dos rendimentos dos Treasuries. Em uma entrevista exclusiva à CNBC ontem, Bessent afirmou que o Tesouro possui um “extenso conjunto de ferramentas” para trabalhar enquanto tenta apaziguar os traders de títulos.
A seguir, os pontos principais a se considerar:
- Como reportado pelo correspondente da CNBC, Jeff Cox, as ferramentas disponíveis para Bessent incluem a realização de leilões menores ou a alteração da composição dos vencimentos da dívida remanescente.
- No entanto, essa abordagem pode invadir a competência do Federal Reserve, colocando em teste a independência do banco central e do presidente Kevin Warsh.
- O secretário do Tesouro declarou à CNBC que a operação de recompra de dívida de seu departamento pode ultrapassar 4 bilhões de dólares, contabilizando mais do que foi anunciado na quarta-feira.
- Apesar disso, os comentários de Bessent na quinta-feira não conseguiram reduzir os rendimentos dos títulos, o que teve como resultado uma venda maciça de ações, fazendo com que o Dow Jones Industrial Average fechasse com uma queda de 700 pontos.
- O S&P 500 agora está a caminho de sua pior semana em quase dois meses. Siga as atualizações do mercado ao vivo aqui.
2. Os desafios das marcas americanas na China
As marcas americanas sempre tiveram um carinho especial pela China. Contudo, os consumidores chineses não estão retribuindo esse carinho de forma equivalente.
Como escreve Laya Neelakandan, correspondente da CNBC, empresas, como Nike e General Motors, têm visto uma queda em seus negócios na região ao longo dos últimos anos, enfrentando dificuldades para convencer os consumidores de que seus produtos justificam os preços elevados. As marcas americanas também estão perdendo espaço devido a tensões geopolíticas e à concorrência interna na China.
No entanto, algumas empresas baseadas nos Estados Unidos estão conseguindo se destacar. Esse grupo inclui Lululemon e Ralph Lauren, sendo que esta última informou que seus negócios na China cresceram 40% no último trimestre.
3. Desafios na judicialização da fusão
Os procuradores-gerais dos estados que estão processando para bloquear o acordo entre Paramount Skydance e Warner Bros. Discovery não veem um caminho fácil para a resolução do caso.
Em uma entrevista exclusiva à CNBC na quinta-feira, o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, afirmou que uma possível solução exigiria “remédios estruturais robustos”. Bonta, que lidera o grupo de 12 estados que contestam a fusão, também disse que a Paramount parece estar mais concentrada em discutir questões que não são centrais para o seu processo antitruste. A Paramount não respondeu ao pedido de comentário da CNBC.
“Preferimos resolver os casos na sala de reuniões em vez de no tribunal”, disse Bonta ao repórter da CNBC, David Faber. “Mas, por enquanto, estamos apresentando nosso caso e espero que a empresa consiga se concentrar nas alegações que fizemos em nossa queixa.”
4. Queda nas taxas de vacinação
As taxas de vacinação nos Estados Unidos estão em declínio, mas isso não significa necessariamente que o sentimento antivacina está se espalhando de forma generalizada.
Muitos americanos parecem se enquadrar no que, segundo Annika Kim Constantino, correspondente da CNBC, é um meio-termo: eles não são nem a favor nem contra as vacinas, mas possuem perguntas e preocupações sobre as vacinações que podem torná-los suscetíveis a mensagens sobre a segurança das vacinas. “Eles não sabem em quem acreditar, não sabem no que acreditar, e isso significa que muitos americanos estão presos no meio, inseguros e suscetíveis a influências externas”, afirmou Drew Altman, presidente da KFF.
Essa incerteza poderá resultar em um aumento do risco à saúde pública, especialmente com as mudanças na política de vacinas promovidas pela administração Trump.
5. O debate sobre data centers de inteligência artificial
A reação negativa em relação aos centros de dados de inteligência artificial está se tornando uma questão política significativa em diversas corridas eleitorais no país.
Para alguns eleitores, as grandes instalações representam uma manifestação física da inteligência artificial, a qual eles responsabilizam pelo aumento nas contas de eletricidade e pela perda de empregos. Um memorando de terça-feira do Comitê Nacional Republicano do Senado, obtido pela CNBC, afirmou que os centros de dados se tornaram uma “questão latente” nesta ciclo eleitoral de meio de mandato.
A oposição aos centros de dados não está se limitando apenas aos resultados nas urnas. Na terça-feira, enquanto os eleitores se dirigiam às urnas para diversas eleições primárias, duas empresas de bebidas lançaram um anúncio satírico sobre a quantidade de água necessária para operar essas instalações, prometendo “enviar sua urina para o centro de dados de IA de sua escolha”.
O Dividend Daily
A seguir, estão algumas notícias que você pode ter perdido esta semana:
— Os repórteres da CNBC Jeff Cox, Matt Peterson, Sean Conlon, Fred Imbert, Laya Neelakandan, Annika Kim Constantino, Lillian Rizzo, Ashley Capoot, Garrett Downs e Jennifer Liu contribuíram para este relatório.
A edição foi editada por Josephine Rozzelle.
Fonte: www.cnbc.com