A Patria Investimentos fecha o Secondary Opportunities Fund V
A Patria Investimentos anunciou, na última semana, o fechamento do Secondary Opportunities Fund V, que conseguiu captar mais de US$ 670 milhões. Esse valor representa um aumento de mais de um terço em relação à meta inicial de US$ 500 milhões estabelecida para o fundo.
Sequência de operações da gestora
Este anúncio é o mais recente em uma série de operações que a gestora tem realizado desde o final de janeiro, quando a Snowcap Research publicou um relatório crítico sobre a companhia e declarou uma posição vendida em suas ações.
Enquanto parte dos investidores debatia a liquidez e a avaliação de ativos da Patria, a gestora prosseguiu com operações no Brasil e no exterior. Nos últimos meses, anunciou a aquisição nos Estados Unidos, finalizou o fundo de secundários, iniciou atividades no mercado de dívida privada americano e manteve participação significativa em uma operação de infraestrutura no Brasil.
Compra nos Estados Unidos amplifica presença em private equity
O primeiro movimento ocorreu dias após o relatório da Snowcap. Em 2 de fevereiro, a Patria anunciou um acordo para adquirir a WP Global Partners, uma gestora americana de private equity especializada no segmento lower middle market.
A WP Global, com sede em Nova York e Chicago, foi fundada em 2005 e já havia alocado mais de US$ 6 bilhões desde sua fundação. A aquisição reforça a presença da Patria no mercado americano e amplia sua atuação em soluções globais de private markets.
A operação foi finalizada em 1º de abril. Com este negócio, a Patria incorporou uma plataforma que atua em fundos primários, co-investimentos e secundários, em uma área considerada estratégica para a expansão internacional da companhia.
Patria mantém controle sobre a térmica Marlim Azul
No setor de infraestrutura, a Patria também esteve envolvida em uma operação relacionada à usina termelétrica Marlim Azul, localizada em Macaé, no Rio de Janeiro.
Em janeiro, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a entrada do CLAI Fund, veículo vinculado ao governo chinês, na termelétrica. O CLAI Fund adquiriu as participações anteriormente pertencentes à Shell, que era de 29,9%, e à Mitsubishi Power, de 20%. O controle do ativo permanece com o Patria Infra Core FIP, que detém 50,1% da usina.
A operação garantiu que a Patria continuasse no comando de um ativo de infraestrutura energética relevante, com geração de caixa previsível e um contrato em operação.
Gestora inicia operações em dívida privada nos EUA
Em maio, a Patria Finance Limited, uma subsidiária da gestora, realizou sua primeira colocação privada de notas no mercado americano.
A operação totalizou US$ 350 milhões, distribuídos em três séries: US$ 50 milhões com vencimento em 2031 e juros de 6,02% ao ano, US$ 100 milhões com vencimento em 2033 e juros de 6,30% ao ano, e US$ 200 milhões com vencimento em 2036 e juros de 6,60% ao ano.
A emissão marcou a entrada da Patria no mercado privado de dívida nos Estados Unidos e diversificou as fontes de financiamento da companhia.
Resultados da gestora refletem captação e aumento de ativos
No quarto trimestre de 2025, divulgado em fevereiro, a gestora reportou captação orgânica recorde de US$ 7,7 bilhões no ano e ativos sob gestão que geram taxa, o FEAUM, de US$ 40,8 bilhões, representando uma alta de 24% em relação a 2024.
No primeiro trimestre de 2026, reportado em maio, a Patria anunciou captação adicional de US$ 2,1 bilhões e lucro relacionado a taxas de administração, o FRE, de US$ 50,5 milhões, um crescimento de 19% na comparação anual.
Fonte: timesbrasil.com.br


