Desempenho da Economia Chinesa no Segundo Trimestre de 2026
YANTAI, CHINA – 14 DE JULHO DE 2026 – Contêineres estacionados no Terminal de Contêineres Internacional do Porto de Yantai, na cidade de Yantai, província de Shandong, China, em 14 de julho de 2026.
Crescimento Econômico Abaixo das Expectativas
A economia da China, no segundo trimestre de 2026, apresentou um crescimento registrado de 4,3%, o que representa a taxa mais baixa desde o quarto trimestre de 2022. Os dados divulgados na quarta-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas indicam que o resultado ficou abaixo da previsão de crescimento de 4,5% esperada por economistas em uma pesquisa da Reuters, além de uma desaceleração em relação aos 5% registrados no primeiro trimestre.
Esse crescimento do segundo trimestre ficou aquém da meta de crescimento do governo de Beijing para o ano inteiro, que está entre 4,5% e 5%, a mais modesta estabelecida nas últimas décadas, em meio a tensões com parceiros comerciais, como os Estados Unidos e a União Europeia, além de uma demanda interna enfraquecida.
Expectativas para Medidas de Estímulo
Diante do crescimento decepcionante, Tianchen Xu, economista sênior da Economist Intelligence Unit, expressou a expectativa de que medidas de estímulo sejam intensificadas no terceiro trimestre. Entre essas medidas, deve-se considerar um corte na taxa de juros para estimular a demanda por investimentos.
Investimentos Urbanos em Queda
O investimento fixo urbano, que inclui o desenvolvimento imobiliário e projetos de infraestrutura, sofreu uma queda de 5,7% nos primeiros seis meses do ano em comparação ao ano anterior. Essa diminuição foi pior do que a previsão de queda de 4,9% obtida na pesquisa da Reuters e sinaliza um agravamento em relação à contração de 4,1% registrada nos cinco primeiros meses.
Xu atribui essa acentuada queda nos investimentos à canalização de recursos por parte dos governos locais para reestruturação de dívidas, além da escassez de projetos viáveis em andamento. Ele destacou: "Aumentar o investimento em infraestrutura será um foco crucial para estabilizar o crescimento."
Vendas no Varejo e Produção Industrial
Em junho, as vendas no varejo cresceram 1%, recuperando-se de uma queda de 0,6% no mês anterior e superando a expectativa de queda de 0,1% apontada pelos economistas. O mês de maio registrou a primeira contração mensal desde o final de 2022, em decorrência da demanda fraca e dos descontos acentuados oferecidos pelos comerciantes.
A produção industrial expandiu 5,3% em junho em comparação ao mesmo mês do ano anterior, um resultado superior à previsão de crescimento de 4,7%, e avançou em relação à expansão de 4,5% observada em maio.
Desafios do Equilíbrio Entre Oferta e Demanda
A economia chinesa tem enfrentado um agravamento do desequilíbrio entre oferta e demanda. A produção industrial robusta e as exportações associadas ao crescimento do investimento global em inteligência artificial continuam a impulsionar o crescimento geral, mesmo com a desaceleração da demanda e do investimento privado, em meio a uma crise prolongada no setor imobiliário e à volatilidade nos preços de energia.
O escritório de estatísticas sinalizou a existência de um "desequilíbrio agudo" entre o excesso de oferta e a demanda lenta, pedindo que formuladores de políticas ampliem os "ajustes cíclicos e contracíclicos".
Investimentos Urbanos e Taxa de Desemprego
O investimento urbano caiu pela primeira vez em décadas no ano passado, com uma queda de 3,8% em comparação ao ano anterior. A desaceleração contínua do setor imobiliário, combinada com as restrições mais rígidas sobre a tomada de empréstimos por parte dos governos locais, prejudicou um dos pilares tradicionais de crescimento da China.
O desemprego urbano na China foi de 5% em junho. As autoridades visam uma taxa de desemprego de menos de 5,5% ao longo do próximo período de cinco anos.
— Contribuição de Evelyn Cheng, da CNBC.
Fonte: www.cnbc.com


