Manutenção das Taxas de Juros na China
A China decidiu, nesta quinta-feira (20), manter as taxas referenciais de empréstimos pelo décimo quinto mês consecutivo, conforme o mês de agosto, em consonância com as expectativas do mercado.
LPRs e Expectativas Econômicas
A decisão de manter as LPRs (taxas primárias de empréstimo) sugere que as autoridades do país podem estar apostando mais na implementação acelerada de medidas fiscais do que em um novo relaxamento monetário para sustentar o crescimento econômico. Essa análise foi apresentada por especialistas, que observam que os bancos ainda enfrentam margens de lucro que estão se aproximando dos níveis mais baixos já registrados.
A taxa primária de empréstimo de um ano foi mantida em 3,00%, enquanto a LPR de cinco anos ficou estabelecida em 3,50%.
Previsões do Mercado
Em uma pesquisa realizada pela Reuters, com 25 participantes do mercado ao longo desta semana, todos os entrevistados previram a manutenção das taxas em ambos os prazos.
Desempenho Econômico
Uma série de dados divulgados referentes ao mês de julho, que abrange desde a produção industrial até as vendas no varejo e a concessão de empréstimos, demonstrou que a segunda maior economia do mundo enfrenta uma demanda interna que se mostra persistentemente fraca.
Os novos empréstimos em iuan na China registraram uma contração recorde em julho, desafiando as previsões realizadas. A pressão sobre os empréstimos é atribuída a fatores sazonais, além da fraqueza da demanda por crédito, especialmente entre as famílias.
Compromissos do Governo
Os líderes chineses, durante a reunião do Politburo em julho, comprometeram-se a apoiar a economia mediante o aumento dos gastos fiscais em projetos de infraestrutura já orçados para o restante do ano. Essa decisão é vista como uma alternativa a novas medidas de estímulo de grande escala.
Posição do Banco Central
O banco central da China anunciou na última semana que adotará uma postura monetária adequadamente flexível e implementará medidas práticas e eficazes conforme necessário. No entanto, o banco não indicou cortes explícitos nas taxas de juros de referência ou na taxa de compulsório dos bancos.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
