Na agenda econômica desta quinta-feira (25), o Tesouro Nacional realizará leilões de Letras do Tesouro Nacional (LTN), que são títulos prefixados, e da Nota do Tesouro Nacional série F (NTN-F), um título de renda fixa. No decorrer do dia, também estão programados eventos com a participação de pelo menos sete dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que acompanharão os acontecimentos em suas respectivas funções.
Ibovespa hoje: o que você deve acompanhar nesta quinta-feira (25)
Bolsas globais têm pouco fôlego à espera do PIB americano
Na manhã de hoje, a maioria dos ativos financeiros opera com pouca variação, em um dia marcado por uma agenda econômica menos intensa. Os investidores aguardam as declarações de dirigentes do Fed e a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos. Com isso, Wall Street tende a estender as perdas registradas nos últimos dois pregões.
Simultaneamente, as bolsas europeias apresentaram queda, impulsionadas principalmente por ações do setor de saúde, após os Estados Unidos anunciarem novas investigações de segurança nacional referentes às importações de equipamentos médicos. Continuam no radar dos investidores também as discussões técnicas entre autoridades dos EUA e da China.
Embora tenha começado um ciclo de cortes de juros nos EUA na semana passada, o discurso cauteloso do presidente do Fed, Jerome Powell, na terça-feira (23), acerca dos próximos passos da política monetária, permanece em evidência. Ontem, a presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, comentou que é provável que sejam necessários novos ajustes na política econômica.
Pós-avanços da véspera, os rendimentos dos Treasuries, que são os títulos da dívida americana, e a cotação do dólar em relação a moedas fortes estão operando próximos da estabilidade.
IPCA-15 deve crescer em setembro com alta da energia
Economistas consultados pelo Projeções Broadcast apontam que o efeito “rebote” do bônus de Itaipu, que proporcionou alívio nas contas de energia elétrica no mês de agosto, deverá pressionar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo — 15, conhecido como IPCA-15, referente ao mês de setembro. Este índice é também considerado uma prévia da inflação.
As projeções indicam que o IPCA-15 deve variar 0,51% em setembro, após ter recuado 0,14% em agosto. As estimativas para essa variável vão de alta de 0,40% a 0,60%. Para a inflação acumulada em 12 meses, a mediana indica um aumento, passando de 4,95% para 5,35%. As previsões variam entre 5,25% e 5,44%.
Gabriel Pestana, economista da Genial Investimentos, acredita que o IPCA-15 pode acelerar para 0,56% em setembro, refletindo a alta esperada de 12% nas contas de energia. Esse fator deve também influenciar um ajuste no grupo Habitação, que deve mudar de uma deflação de 1,13% para uma inflação de 3,32%.
Commodities hoje: petróleo em queda, minério em alta
O mercado de petróleo registrou uma queda, em um movimento de realização de lucros, após ter atingido máximas de sete semanas na véspera. Este movimento foi sustentado pela queda nos estoques de petróleo dos Estados Unidos que superou as expectativas do mercado, além de temores quanto a possíveis ataques da Ucrânia à infraestrutura energética da Rússia. Na manhã de hoje, o WTI para entrega em novembro apresentava uma queda de 0,24%, com preço a US$ 64,70, enquanto o Brent para dezembro recuava 0,16%, cotado a US$ 68,22.
Entre as commodities, o minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, teve uma valorização nesta quinta-feira. O contrato futuro para entrega em janeiro de 2026 subiu 0,25%, atingindo 805,50 yuans, o que equivale a US$ 112,92 por tonelada.
No pré-mercado de Nova York, os American Depositary Receipts (ADRs) da Vale (VALE3) apresentaram uma alta de 0,55%. Em contrapartida, os ADRs da Petrobras (PETR3 e PETR4) mostravam uma leve queda de 0,07%.
O que esperar do Ibovespa hoje?
A agenda carregada no Brasil, juntamente com novas preocupações relacionadas à situação fiscal, requer cautela por parte dos investidores. Entretanto, o apetite por risco continua, amparado pela expectativa em relação ao encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o norte-americano Donald Trump, previsto para a próxima semana. Segundo Lula, há a possibilidade de que essa reunião ocorra de forma presencial.
No pré-mercado de hoje, o EWZ, que é o principal fundo de índice (ETF) brasileiro negociado em Nova York, apresentava uma alta de 0,58%. Os investidores estão ainda analisando o arquivamento da proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, que tramitou no Senado.
As divulgações esperadas para o dia incluem detalhes do RPM sobre a manutenção da projeção de inflação do primeiro trimestre de 2027, estabelecida em 3,4%. No que tange a questões fiscais, o Tribunal de Contas da União (TCU) apelou para que o governo busque o centro da meta de resultado primário, em vez de se contentar apenas com o limite inferior do intervalo da meta fiscal, ao elaborar o Orçamento e tomar decisões sobre o congelamento de gastos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo solicitará “esclarecimentos” ao tribunal sobre essa temática.
Esses e outros dados que serão divulgados estão sob a atenção dos investidores e podem impactar as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o desempenho do índice Ibovespa neste dia.
Fonte: einvestidor.estadao.com.br

