Importância do Planejamento Financeiro na Adoção de Pets
De acordo com Aline Vieira, especialista em educação financeira da Serasa, a adoção responsável de um animal de estimação também depende de um bom planejamento financeiro. “Quando o tutor decide ter um pet, é extremamente relevante que ele mantenha uma reserva de emergência, se possível”, orienta. Embora essa tarefa possa ser complexa devido a outros custos diários, é essencial que se guarde um valor mensal – mesmo que apenas R$ 100 – destinado a eventuais emergências.
A existência dessa reserva é crucial em situações de crise, como problemas de saúde do animal, fugas ou até danos provocados por tempestades, um fenômeno que tem se tornado cada vez mais frequente nas áreas urbanas. Aline Vieira destaca que, com o envelhecimento do animal, a probabilidade de gastos inesperados com medicamentos, exames e tratamentos aumenta consideravelmente. “Frequentemente, o tutor precisa abdicar de despesas pessoais para atender às necessidades do pet. Por isso, esse aspecto é de extrema importância”, afirma.
Ela ainda sugere que essa reserva financeira tenha um espaço específico no orçamento, algo como “uma caixinha no banco”, conforme ela descreve.
A pessoa pode guardar mensalmente ou a cada dois meses um valor destinado a possíveis emergências. O cálculo deve incluir itens básicos, como alimentação, vacinas, acessórios e transporte. Cada despesa deve ser cuidadosamente planejada e anotada.
Alerta Amarelo: Chuvas Intensas Aumentam Custos com Pets
Com as mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global e a crescente prevalência de temporais, os custos associados à manutenção de um pet estão se tornando mais significativos. Situações como alagamentos, viagens emergenciais e doenças respiratórias nos animais de estimação demandam planejamento. A educadora financeira enfatiza que um plano de saúde animal ou seguro pet pode ser um apoio valioso em circunstâncias difíceis.
“Acredito que um seguro faz uma grande diferença, especialmente se o animal já apresenta predisposição a doenças ou se é mais idoso. Com um seguro, certos exames e consultas podem ficar mais acessíveis, ou até mesmo gratuitos. É essencial avaliar o porte do animal e a abrangência do plano para entender se vale a pena”, explica a especialista.
Entretanto, em momentos de crise financeira, o que fazer? De acordo com Vieira, recorrer ao crédito ou ao parcelamento deve ser considerado como último recurso. “Se houver uma emergência que envolva um custo muito elevado, parcelar pode ser uma alternativa. Contudo, é fundamental compreender a extensão da dívida e planejar para que essa parcela não comprometa outras despesas da família”, alerta. Ela sugere que, em tempos de dificuldades financeiras, o tutor busque maneiras de reduzir os gastos com cuidados que podem ser realizados em casa – como dar banho no pet – e ajuste a alimentação do animal com a orientação de um veterinário.
A Responsabilidade na Adoção de Animais
Cuidar de um pet é um compromisso que vai além da questão financeira; é um exercício de responsabilidade e educação financeira. “Ter um animal de estimação ajuda muito as pessoas a desenvolverem um senso de planejamento. Um pet é um novo membro da família, e isso exige comprometimento”, afirma a educadora.
A adoção não deve ser encarada como uma decisão temporária ou uma situação que poderá ser ajustada depois. É necessário incluir os gastos no orçamento mensal e ter essa consciência até o último dia de vida do animal.
Campanha AdoCão e o Programa de Adoção
Enquanto profissionais como Aline Vieira orientam futuros tutores sobre a organização financeira necessária para cuidar de um pet, o gerente da Pedigree, Ricardo Marinho, destaca o στόχο principal da campanha “AdoCão”: aumentar o alcance da iniciativa “Caramelo: Tudo de Bom”, que está celebrando 17 anos do programa de adoção da marca. “Constatamos que 90% dos cães que estão em abrigos são sem raça definida, e o Caramelo é o estereótipo deles. Queremos proporcionar visibilidade para esses animais, que, muitas vezes, são os últimos a serem adotados”, detalha.
A ação realizada neste sábado juntou 32 ONGs parceiras e ofereceu uma programação diversificada que ultrapassa a simples adoção. O evento contou com uma loja pop-up apresentando produtos voltados à causa animal, um espaço dedicado às fotos e um “adotômetro”, que é um painel que contabiliza em tempo real o número de cães adotados.
Segundo Marinho, o impacto da iniciativa vai além do número de adoções realizadas durante o evento. “Nós nos preocupamos menos com os números e mais com o impacto de comunicação e conscientização que a ação gera nas pessoas”, observa. Desde o início do programa, há 17 anos, já foram adotados mais de 84 mil cães.
Se depender do entusiasmo dos voluntários e do público presente – mesmo sob o céu nublado – muitos outros animais terão a oportunidade de deixar o abrigo e encontrar um novo lar.
Fonte: einvestidor.estadao.com.br

