Petróleo sofre queda e ações da Petrobras PN (PETR4) encerram a semana com leve variação negativa de 3,92%.

Petróleo sofre queda e ações da Petrobras PN (PETR4) encerram a semana com leve variação negativa de 3,92%.

by Ricardo Almeida
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Preços do Brent e WTI registram queda

A semana entre segunda-feira (06/10) e sexta-feira (10/10) foi caracterizada por forte volatilidade nos preços do petróleo. Durante esse período, ambos os contratos futuros do tipo Brent (CCOM:OILBRENT) e WTI (CCOM:OILCRUDE) apresentaram quedas consistentes. O preço do Brent para dezembro encerrou a sexta-feira cotado a US$ 62,73, após alcançar uma máxima de US$ 65,36, resultando em uma variação semanal de -4,19%. O WTI, por sua vez, recuou para US$ 58,90, após ter atingido um pico de US$ 61,67, o que representa uma baixa acumulada de -4,38% ao longo do período. O movimento foi influenciado principalmente por preocupações relacionadas ao impacto de novas tarifas dos Estados Unidos contra a China, além da expectativa de um aumento nos estoques globais de petróleo.

Ações da Petrobras e desempenho do mercado

A retração nos preços internacionais do petróleo teve reflexos diretos na performance das principais empresas do setor, tanto no Brasil quanto no exterior. As ações da Petrobras ON (BOV:PETR3) apresentaram uma queda de 4,67%, enquanto as ações da Petrobras PN (BOV:PETR4) encerraram o dia em -3,92%, seguindo a tendência global. Em contraste, companhias como a Shell (LSE:SHEL) conseguiram registrar uma ligeira alta de 0,99%, demonstrando certa resistência às pressões externas. Outras empresas internacionais, como ConocoPhillips (COP), também mostraram desempenho negativo, com queda de 6,04%, alinhando-se aos recuos do WTI e do Brent.

Dentro do cenário brasileiro, as ações da Petrobras (BOV:PETR3 | BOV:PETR4) demonstraram um desempenho superior em relação a algumas companhias menores do setor, como Brava Energia ON (BOV:BRAV3) e PET Manguinh ON (BOV:RPMG3), que caíram 12,44% e 11,43%, respectivamente. Companhias como Petroreconcavo ON (BOV:RECV3) e PetroRio ON (BOV:PRIO3) também enfrentaram quedas, sendo de 4,75% e 6,04%, respectivamente, evidenciando a forma como a volatilidade do mercado internacional influencia toda a cadeia de exploração e produção do petróleo no Brasil.

As American Depositary Receipts (ADRs) da Petrobras, negociadas na Bolsa de Nova York (NYSE:PBR | NYSE:PBR.A), acompanharam o movimento global, apresentando quedas de 7,35% e 7,18%, respectivamente. Este desempenho refletiu também empresas internacionais como TotalEnergies (TTE), que registrou um decréscimo de 3,90%, e Exxon Mobil (XOM), com recuo de 0,71%. Esses dados evidenciam que o sentimento negativo nos mercados globais de petróleo afetou tanto os ativos brasileiros quanto aqueles norte-americanos e europeus.

O setor de energia no Brasil

No Brasil, o setor de energia continua dominado pela Petrobras, que se destaca como líder na produção de petróleo e gás natural, especialmente no pré-sal. As ações da Petrobras ON (BOV:PETR3) e PN (BOV:PETR4) são um reflexo da robusta produção da companhia, assim como dos investimentos em refino e logística. Além disso, a empresa está retomando a produção de fertilizantes. Outras empresas listadas no mercado também desempenham papéis importantes: Brava Energia ON (BOV:BRAV3) atua na exploração de campos terrestres e offshore de menor porte; Petroreconcavo ON (BOV:RECV3) é voltada à produção de óleo leve no Recôncavo Baiano; Pétrorio ON (BOV:PRIO3) opera em áreas tanto onshore quanto offshore com um perfil integrado de produção; e PET Manguinh ON (BOV:RPMG3) tem operações mais restritas, focando principalmente em campos terrestres.

Desempenhos corporativos da semana

As notícias corporativas divulgadas ao longo da semana também contribuíram para reforçar a volatilidade observada. A Petrobras confirmou a realização de investimentos que somam R$ 42 bilhões, com o objetivo de aumentar sua capacidade de refino. Além disso, a estatal anunciou um leilão de áreas em produção no pré-sal, previamente avaliado em um valor mínimo de R$ 10 bilhões. A mobilização da Federação Nacional dos Petroleiros também gerou expectativas acerca das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para os anos de 2025 a 2026.

No âmbito internacional, a Shell revelou um prejuízo estimado em aproximadamente US$ 600 milhões no terceiro trimestre, consequência da desistência de um projeto relacionado a biocombustíveis. No entanto, a empresa projeta um lucro maior na sua divisão de gás integrado. A Chevron destacou ajustes operacionais em andamento, após um incêndio na refinaria da Califórnia, além da aquisição da Hess. Por sua vez, a BP obteve vitória em um processo de arbitragem relativo a cargas de gás natural liquefeito (GNL) e continua em busca de parceiros para novos projetos estratégicos.

Cenário geopolítico e sua influência no mercado

No cenário geopolítico, a semana foi marcada pela diminuição de riscos na região de Gaza. Entretanto, ataques de drones ucranianos a uma refinaria russa pertencente à Bashneft, que é controlada pela Rosneft, trouxeram novas atenções ao mercado. Esses eventos impactaram diretamente os preços do petróleo, aumentando a cautela entre investidores globais.

Os contratos futuros do Brent e do WTI mostraram resistência às altas iniciais no início da semana, mas apresentaram quedas progressivas em resposta às incertezas comerciais e geopolíticas. A iminente ameaça de tarifas adicionais dos Estados Unidos contra a China atuou como catalisador principal para a pressão vendedora, ao passo que dados sobre estoques e a expectativa de oferta da Opep+ agravaram o sentimento negativo no mercado.

Impacto das flutuações do petróleo no ambiente econômico

No balanço geral da semana, observou-se uma queda para a maioria das empresas do setor petrolífero, tanto no Brasil quanto no exterior. Apesar da volatilidade, empresas como a Petrobras mantêm perspectivas positivas em relação à sua produção e aos investimentos realizados. A atenção do mercado, contudo, continua direcionada às tensões comerciais e ao cenário geopolítico internacional, que continuam a influenciar o desempenho do setor.

O comportamento da bolsa de valores brasileira espelha o impacto global das oscilações do petróleo: os investidores ajustaram suas posições nas ações da Petrobras ON (BOV:PETR3) e PN (BOV:PETR4), enquanto empresas menores do setor sofreram mais com a volatilidade, o que reforça a posição da estatal como um dos líderes em termos de liquidez e relevância estratégica no mercado.

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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