O diagnóstico da Ambipar sobre a crise que resultou na recuperação judicial.

O diagnóstico da Ambipar sobre a crise que resultou na recuperação judicial.

by Fernanda Lima
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Acusações de Fraude na Ambipar

Internamente, a Ambipar tem adotado uma atitude cautelosa em relação à acusação de fraude envolvendo o ex-CFO João Arruda. Ele foi o responsável pelo aditivo assinado com o Deutsche Bank, que modificou as condições de garantia referentes à emissão de 750 milhões de dólares em green bonds da companhia.

Despreparo e Governança

Executivos consultados expressaram a necessidade de entender por que a Ambipar ficou tão “despreparada” diante desta situação. Embora ainda não exista uma resposta definitiva, algumas teorias estão sendo discutidas. A principal hipótese sugere que o problema remonta a questões de “governança” e “gestão”. Um executivo da empresa comentou que “a questão envolve mais a gestão estratégica da companhia do que propriamente fraude”. Ele acrescentou que a empresa cresceu de forma rápida, utilizando uma alta alavancagem, o que, segundo ele, resulta em um problema de natureza financeira. Ele ressaltou que, em situações desse tipo, as questões de governança se tornam um desafio significativo. Para o executivo, a recuperação da empresa, caso seja bem-sucedida, precisará incluir um programa de gestão “mais sólido”.

Declarações Públicas

Em contraste com a postura interna, a narrativa pública é diferente. No processo de recuperação judicial que foi apresentado à Justiça, a Ambipar afirma que, após ter passado 15 anos no Bank of America, Arruda chegou “a peso de ouro” ao grupo, levando a companhia “para a beira do precipício”. A firma menciona a existência de um inquérito criminal já instaurado e a busca por reparações civis.

Defesa de João Arruda

A defesa de João Arruda informa que ele não assinou nem o contrato nem o aditivo firmados com o Deutsche Bank, e que o assunto já está resolvido. Eles acrescentam que a própria Ambipar anexou aos autos da ação cautelar os documentos mencionados, ambos assinados pelos diretores estatutários Thiago Silva e Luciana Nascimento, os quais são consideravelmente confiáveis pelo controlador e CEO da companhia. A defesa afirma que os instrumentos são absolutamente regulares e foram firmados com um banco internacional de prestígio.

Fonte: veja.abril.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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