Safra ajusta previsão, mas já antecipa recuperação; ações sobem após divulgação do pré-resultados do 2T26.

Safra ajusta previsão, mas já antecipa recuperação; ações sobem após divulgação do pré-resultados do 2T26.

by Ricardo Almeida
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Revisão de Preço-alvo das Ações da Raízen

O banco Safra ajustou seu preço-alvo para as ações da Raízen (RAIZ4), diminuindo de R$ 2,90 para R$ 1,40, mantendo a recomendação de outperform (compra).

A revisão no preço-alvo reflete alterações nas premissas relacionadas à capacidade de moagem, margens no segmento de distribuição de combustíveis e também nos gastos planejados com investimentos, conhecidos como capex. Por volta das 11h03, as ações da Raízen apresentavam uma alta de 3,19%, sendo cotadas a R$ 0,97.

Conforme ressaltam os analistas Conrado Vegner e Vinícius Andrade, do Safra, “embora a Raízen tenha avançado em seu processo de turnaround e demonstrado uma alocação de capital mais disciplinada, persistem algumas preocupações. Dentre estas, destacam-se a possível diluição em caso de um aumento de capital, a pressão contínua sobre os preços do açúcar em queda, e o aumento da oferta de etanol proveniente de milho.”

Com base nas novas premissas operacionais, o Safra projeta que a Raízen deve registrar um Ebitda ajustado de R$ 12,163 bilhões para a safra 2025/2026. Este valor representa uma queda de 16% em relação à estimativa anterior, além de um consumo de caixa esperado de R$ 2,797 bilhões, o que equivale a um yield negativo de 29%.

Os analistas também comentam: “apesar do comprometimento da Raízen, atingir uma desalavancagem orgânica significativa no curto prazo continua sendo um desafio. A opção mais clara para acelerar esse processo parece ser um aumento de capital, embora nossas previsões não inclua esse cenário. Uma redução significativa da dívida por meio da geração orgânica de caixa parece inviável no curto prazo.”

Prévia Operacional do 2T26 da Raízen

Segundo o banco Safra, a prévia operacional do 2T26 da Raízen apresentou volumes de vendas de açúcar e etanol que ficaram abaixo das expectativas do banco.

Os dados disponíveis revelam “resultados mistos, com um desempenho fraco na divisão de Etanol, Açúcar e Bioenergia (ESB) sendo parcialmente compensado por resultados positivos no segmento de distribuição de combustíveis no Brasil.”

No trimestre, a moagem de cana-de-açúcar totalizou 35,1 milhões de toneladas, superando a estimativa do Safra de 32,4 milhões de toneladas e apresentando um aumento em comparação às 32,9 milhões de toneladas processadas no 2T25. No entanto, o mix de produção foi predominantemente voltado para o açúcar, com 56% da produção, em detrimento do etanol, que representou 44%.

Esses números refletem condições climáticas favoráveis durante o trimestre, as quais aceleraram a colheita. Além disso, a boa qualidade da cana possibilitou a maximização da produção de açúcar.

Entretanto, a produtividade apresentou uma queda tanto na base anual quanto no acumulado do ano, pressionada por diversos fatores, entre eles:

  • Impactos climáticos e incêndios que afetaram a safra anterior;
  • Geadas em algumas regiões;
  • Venda de aproximadamente 1,3 milhão de toneladas de cana-de-açúcar como parte de uma estratégia para otimização de ativos, além do descomissionamento da usina Santa Elisa.

Os volumes de vendas de açúcar registraram 1,504 milhão de toneladas, representando uma queda de 29% em comparação anual e 34% abaixo da estimativa, já que as vendas se concentraram no primeiro semestre do ano anterior. Em relação ao etanol, as vendas caíram 16% em relação ao ano anterior, totalizando 817 mil m³, o que também representa 24% abaixo da projeção feita pelo Safra.

A diminuição no volume de vendas reflete uma produção também reduzida. No entanto, a produção de etanol de segunda geração (E2G) alcançou 43 mil m³, alinhando-se com as projeções, como resultado do avanço operacional nas usinas Univalem, Barra e Bonfim.

No segmento de mobilidade, os volumes de vendas no Brasil devem aumentar 11% em comparação ao trimestre anterior, com uma estimativa entre 7,4 e 7,5 milhões de m³, superando a expectativa do Safra em 2%. Já em relação à América Latina, os volumes de combustíveis apresentaram uma queda de 6% em relação às estimativas, mas devem crescer 2% em comparação ao trimestre anterior.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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