Ambipar Adia Divulgação de Resultados Financeiros
A Ambipar (AMBP3), atualmente em processo de recuperação judicial, anunciou na terça-feira, 11 de outubro, o adiamento da divulgação de suas informações financeiras referentes ao terceiro trimestre de 2025. A apresentação que estava marcada para ocorrer no dia 12 de novembro será postergada.
Razões para o Atraso
De acordo com um comunicado divulgado ao mercado, a decisão de adiar a divulgação está diretamente relacionada aos impactos que o processo de recuperação judicial está causando nos trabalhos de revisão das demonstrações financeiras. Esses trabalhos estão sendo realizados pela própria companhia, juntamente com seus assessores e auditores independentes.
Além disso, o atraso é consequência das recentes mudanças na Diretoria Financeira, que foram anunciadas no dia 22 de setembro. Essas alterações exigiram ajustes internos nos processos de reporte e validação contábil, prejudicando o cronograma inicialmente estabelecido para a divulgação dos resultados financeiros.
Esforços da Empresa
A Ambipar afirmou estar empenhada na conclusão da revisão e na publicação dos resultados financeiros "o mais rapidamente possível". A empresa também comunicou que manterá os acionistas informados sobre o andamento desse processo.
Contexto da Recuperação Judicial
O adiamento da divulgação dos resultados acontece menos de duas semanas após a 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro ter deferido o pedido de recuperação judicial da empresa. O juiz Leonardo de Castro Gomes reconheceu a jurisdição da Justiça fluminense para coordenar o caso, uma decisão que foi contrária aos credores que solicitavam que o processo fosse conduzido em São Paulo.
Impactos e Estrutura da Empresa
Essa decisão judicial marcou o início de um período de 180 dias de suspensão de execuções e cobranças, conhecido como "stay period". Essa suspensão visa garantir a estabilidade nas negociações com os credores da empresa e facilitar a elaboração de um plano de reestruturação financeira.
A Ambipar, que é controlada por uma holding que gerencia mais de 60 empresas, declarou um passivo total em torno de R$ 10,7 bilhões, dos quais R$ 7,86 bilhões estão sujeitos à recuperação no Brasil. Adicionalmente, a empresa também registrou um pedido de proteção judicial nos Estados Unidos, fundamentado no Chapter 11 do Código de Falências americano.
Fonte: www.moneytimes.com.br


