Ações PETR3 e PETR4 recuam na B3
Desempenho das ações e contexto do mercado
No dia 12 de novembro de 2025, os ativos da Petrobras, incluindo as ações ordinárias (BOV:PETR3) e preferenciais (BOV:PETR4), sofreram uma forte pressão na B3. Essa movimentação nos preços foi influenciada pelo significativo declínio nos preços do petróleo e pelo avanço das negociações sindicais com os petroleiros da estatal. O panorama foi adverso não apenas para a Petrobras, mas também para o setor de energia em geral, sendo que os papéis da estatal brasileira apresentaram um desempenho inferior ao da média global, amplificando as perdas durante o pregão.
Na B3, as ações ordinárias da Petrobras encerraram o dia com uma queda de 2,99%, cotadas a R$ 34,35. As ações preferenciais, por sua vez, sofreram uma queda de 2,56%, fechando em R$ 32,35. Este movimento de baixa seguiu a tendência de desvalorização do petróleo no mercado internacional, ao passo que existem também ruídos internos que permanecem sob o olhar atento dos investidores.
Impacto nos ADRs nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, os American Depositary Receipts (ADRs) da Petrobras também enfrentaram a pressão do mercado. As ações ordinárias (NYSE:PBR) apresentaram uma queda de 3,71%, fechando a US$ 12,97. Os papéis preferenciais (NYSE:PBR.A) recuaram 3,55%, terminando o dia em US$ 12,21. As perdas observadas nos ADRs foram mais acentuadas em comparação com as de outras petroleiras globais, o que reforça a percepção de que fatores internos estão influenciando negativamente o desempenho da companhia.
Movimentação no mercado de commodities
O mercado de commodities também teve um dia de forte correção, com o preço do petróleo em queda significativa. O barril do Brent (CCOM:OILBRENT) caiu 3,61%, encerrando a cotação a US$ 62,615. O WTI (CCOM:OILCRUDE) registrou uma queda de 4,15%, terminando o dia avaliado em US$ 58,50. Essa diminuição nos preços do petróleo foi motivada por sinais de excesso de oferta global e pela manutenção de projeções conservadoras para o ano de 2026, conforme informado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos.
Fatores que impactaram a Petrobras
Dentre os fatores que influenciaram o desempenho da Petrobras, destaca-se as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho com a Federação Única dos Petroleiros (FUP). A categoria se encontra em estado de greve e a falta de avanços concretos nas discussões aumenta a percepção de risco entre os investidores. Ademais, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) sinalizou uma defasagem de 8% no preço do diesel S-10 da Petrobras em relação ao mercado internacional, o que poderá demandar ajustes futuros.
Embora a estatal tenha reportado um lucro robusto de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre e tenha anunciado recentemente um pagamento de dividendos, o mercado parece estar mais focado nos riscos de curto prazo. A combinação de queda nos preços do petróleo, incertezas relacionadas às questões trabalhistas e dilemas sobre a política de preços da empresa têm contribuído para pressionar os papéis da Petrobras.
Comparativo com outras empresas do setor
Ao comparar a Petrobras com outras grandes empresas do setor, observa-se que a estatal teve um rendimento inferior. A Exxon Mobil (NYSE:XOM) registrou uma queda de 1,39%, enquanto a Chevron (NYSE:CVX) recuou 1,87%. A Shell (LSE:SHEL) perdeu 0,66%. A italiana Eni (EU:E) teve uma queda de 0,50%, e a norueguesa Equinor ASA (NYSE:EQNR) recuou 1,94%. A TotalEnergies (NYSE:TTE) experimentou uma leve baixa de 0,07%. Mesmo em um dia negativo para o setor, a Petrobras se destacou como uma das empresas mais penalizadas.
Análise da situação atual
A análise da queda das ações da Petrobras e sua relação com fatores internos e externos foi realizada pela ferramenta AI – – Intelligence. Esta ferramenta é reconhecida como uma das principais fornecedoras de análise financeira e pesquisa movida por Inteligência Artificial disponível no mercado.
Fonte: br.-.com


