Descubra como convertê-lo em uma fonte de renda vitalícia.

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by Ricardo Almeida
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Ampliação da Faixa de Isenção do Imposto de Renda

Nos próximos dias, o presidente Lula deve sancionar um projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda, já aprovado pelo Congresso no início do mês. Caso receba a assinatura final, as novas regras terão validade a partir de janeiro de 2026.

Isenções e Descontos Propostos

Segundo a proposta, os contribuintes que ganham até R$ 5 mil mensais terão isenção total do imposto. Para aqueles que recebem até R$ 7.350, haverá um desconto regressivo. Na prática, essa alteração pode equivaler a um “14º salário” por ano.

Tributação sobre Renda Alta e Dividendos

Como contrapartida, o projeto estabelece a tributação em alíquota progressiva de até 10% para quem recebe R$ 600 mil por ano. Além disso, prevê a cobrança de imposto sobre dividendos como forma de compensar a isenção mencionada.

Essa cobrança gerou insatisfação e preocupação entre os investidores, já que a tributação sobre dividendos pode impactar a rentabilidade de seus investimentos.

Oportunidades na Nova Tributação

Apesar da insatisfação inicial, a nova tributação pode abrir oportunidades para cerca de 25% dos investidores brasileiros, possibilitando acesso a uma renda passiva vitalícia.

Impacto da Nova Tributação nos Dividendos

A principal preocupação no mercado é o impacto da nova tributação nos dividendos. É essencial compreender melhor a proposta antes de formar conclusões. O projeto contempla três cenários:

  • Para dividendos superiores a R$ 50 mil por mês: investidores pessoa física que recebem esse valor de uma única empresa terão uma alíquota de 10% de Imposto de Renda descontado na fonte;
  • Para dividendos mensais abaixo de R$ 50 mil: o investidor deve informar à Receita em sua declaração de ajuste anual e poderá pagar imposto ou receber restituição. É importante considerar outros gastos dedutíveis do contribuinte nessa situação;
  • Para renda anual acima de R$ 600 mil: o contribuinte que recebe acima desse valor, seja por dividendos, aplicações financeiras de renda fixa e variável, salários ou aluguéis, estará sujeito à alíquota progressiva de até 10%.

De acordo com o economista Bruno Carazza, consultado pelo portal g1, o maior impacto da nova regra deve afetar um grupo de até 150 mil pessoas, que representam apenas 0,77% dos 19,4 milhões de CPFs registrados na B3 em 2024.

Embora a tributação possa comprometer a rentabilidade dos dividendos de forma geral, a isenção do Imposto de Renda pode ser uma oportunidade para os investidores buscarem mais renda passiva.

Renda de Investidores e Isenção de Imposto

Conforme os dados do Raio X Anbima, cerca de 25% dos investidores atualmente possuem renda média mensal entre R$ 4.237 e R$ 7.060, o que se enquadra na faixa que terá isenção total ou parcial do Imposto de Renda.

Com a nova regra, a expectativa é de que alguns investidores possam economizar até R$ 4.067,57 por ano, o que representa praticamente um ‘14º salário’, já considerando os impostos, para aqueles que recebem R$ 5 mil mensais.

Economia no Imposto de Renda e Construção de Renda Passiva

Atualmente, um trabalhador com salário bruto de R$ 5 mil paga R$ 312,89 de Imposto de Renda. Com a nova tributação, esse valor não será mais descontado, incluindo o 13º salário.

Embora R$ 312,89 possa parecer um valor insignificante, esse montante pode acelerar a construção de uma renda passiva, podendo gerar um retorno de até R$ 67 mil em um período de 10 anos. Esse cálculo foi realizado utilizando o simulador “Vivendo de Renda” da EQI Research.

Uso da Ferramenta Simuladora

Essa ferramenta permite que o investidor planeje uma estratégia de renda passiva para o futuro, investindo em ações, títulos públicos e fundos imobiliários. Por meio dela, é possível calcular quanto um investimento pode gerar de renda mensal ou quanto é necessário investir para alcançar uma renda desejada, levando em conta o perfil do investidor.

Para analisar o impacto do montante de R$ 312,89, foi considerada a sugestão de um perfil conservador. Nesse cenário, a carteira recomendada apresenta um retorno médio de 11,54% ao ano, resultando em um acúmulo de R$ 67.783,08 após 10 anos de investimentos mensais.

Considerando a rentabilidade dessa carteira, esse total proporcionaria uma renda média vitalícia de R$ 620,50 mensais. Isso representa praticamente o dobro do que atualmente é gasto com impostos.

É importante ressaltar que a estratégia de renda passiva normalmente se estende por períodos superiores a 10 anos. Dessa forma, os R$ 312,89 podem servir apenas como o início dessa jornada.

Para continuar a desenvolver essa estratégia de renda passiva, o investidor pode utilizar gratuitamente o simulador “Vivendo de Renda”. Para acessar a ferramenta, basta clicar em um link específico e informar um e-mail. Assim, em poucos minutos, o usuário receberá as instruções para utilizá-la.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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