O cenário global de custo de vida gerou movimentações significativas nos debates ao longo deste ano. O novo levantamento das cidades mais caras do mundo apresenta mudanças notáveis, incluindo a queda de São Paulo em comparação a anos anteriores.
De acordo com o Julius Baer Global Wealth & Lifestyle de 2025, uma organização suíça especializada em gestão de patrimônio, o ranking considera diversos fatores, que vão desde moradia até alimentação, e indica como questões econômicas e sociais continuam a moldar a vida de moradores e investidores em diferentes regiões do planeta.
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Cidades de grande relevância econômica, tanto no Oriente quanto no Ocidente, seguem dominando as posições de destaque na lista. Entre elas, destacam-se:
- Hong Kong;
- Tóquio;
- Nova York.
Esses centros urbanos permanecem entre os mais onerosos devido à alta demanda por moradia, à elevada densidade populacional e à robusta infraestrutura que sustenta suas atividades comerciais.
É característico desses lugares repassarem o custo de suas vantagens competitivas para o bolso de quem nelas reside.
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O ranking de 2025 destaca Singapura em uma posição proeminente, seguida por Londres e Hong Kong. Na sequência, estão Mônaco, Zurique e Xangai, com Dubai, Nova York, Paris e Milão completando a lista das dez cidades com maior custo de vida no mundo.
Esse cenário reforça a importância das metrópoles que concentraram poder financeiro e possuem um mercado imobiliário aquecido.
Qual é a posição de São Paulo no ranking?
A queda de São Paulo no ranking chama a atenção. Após dois anos consecutivos no top 10, a cidade, neste ano, ficou de fora. A análise sugere que ajustes econômicos recentes influenciaram diretamente esse resultado.
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Dentre os fatores que contribuíram para essa mudança estão a desvalorização da moeda local, alterações nas políticas de preços e investimentos estruturais, que ajudaram a desacelerar a trajetória de encarecimento na maior metrópole brasileira.
Ainda que tenha perdido posições no cenário global, São Paulo continua sendo um importante centro urbano, caracterizado pelo dinamismo econômico e forte influência na região.
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O levantamento global expõe como distintas cidades se posicionam em relação ao custo de bens e serviços de alta qualidade em 2025.
Serviços como hotelaria, saúde, educação privada, moda e produtos de luxo apresentam grandes variações entre as metrópoles.
Singapura, Hong Kong, Londres, Mônaco e Xangai destacam-se frequentemente entre as mais caras em diversas categorias, refletindo mercados imobiliários aquecidos e a alta demanda por serviços premium.
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Contrapõe-se a esse panorama cidades como Santiago, Vancouver e Cidade do México, que surgem em várias posições como as opções menos caras, evidenciando maior acessibilidade a produtos e serviços equivalentes.
O ranking também revela disparidades; enquanto Nova York e Paris lideram em alguns segmentos de alto custo, apresentam valores inferiores em outras áreas, mostrando que o custo de vida para consumidores de produtos de luxo varia conforme a categoria e não apenas pela reputação da cidade.
O que caracteriza uma cidade cara?
Para entender as variações no custo de vida, é essencial observar os pilares que sustentam as despesas nas grandes metrópoles. O preço da moradia é frequentemente o principal fator de impacto, seguido pelos custos de transporte, especialmente em regiões onde o uso de automóveis é predominante.
Os gastos com alimentação também influenciam significativamente o orçamento, principalmente em cidades que dependem fortemente de importações. Os custos com educação e saúde completam a lista dos gastos que mais encarecem a vida nas áreas urbanas.
Dominar esse tipo de ranking se tornou uma ferramenta essencial, não somente para moradores, mas também para investidores. A posição de uma cidade pode influenciar decisões desde finanças pessoais até identificação de oportunidades de negócio.
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Mudanças no custo de vida podem indicar cenários favoráveis para investimentos ou a necessidade de ajustes no planejamento orçamentário doméstico.
Ranking das 10 cidades mais caras em 2025
| Colocação | Cidades |
| 1º | Singapura |
| 2º | Londres |
| 3º | Hong Kong |
| 4º | Mônaco |
| 5º | Zurique |
| 6º | Xangai |
| 7º | Dubai |
| 8º | Nova York |
| 9º | Paris |
| 10º | Milão |
A edição das cidades mais caras em 2025 evidencia que o comportamento econômico global continua em transformação.
Fonte: timesbrasil.com.br

