Declarações do Presidente do Banco Central
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou nesta segunda-feira, 1º, que a instituição evita provocar volatilidade nos mercados, mas ressaltou que não existe uma obrigação de estabelecer um “código” que indique movimentos futuros da política monetária.
Evento na XP
Durante um evento promovido pela XP, Galípolo foi questionado sobre as recentes sinalizações do Banco Central quanto à manutenção da taxa de juros em um nível elevado, atualmente fixada em 15% ao ano. A ata do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada em novembro, mencionou que a taxa de juros vigente deve ser mantida por um período considerado “bastante prolongado”.
Interpretações do Período Prolongado
“Todos buscam a palavra ou o índice que funcionaria como um indicador claro. ‘Bastante’ não sugere que o período zere em cada reunião. Compreendemos que o processo de convergência é lento. Contudo, não vejo necessidade ou obrigação de criar um tipo de código na comunicação, que revele quando o Banco Central tomará determinadas ações”, explicou Galípolo.
Situação do Mercado de Trabalho
Ainda no evento, Galípolo enfatizou que, apesar do aumento da taxa básica de juros, o mercado de trabalho continua aquecido, uma condição que exige uma abordagem “conservadora” por parte do Banco Central. Ele destacou que analisar o comportamento do emprego tem se mostrado desafiador, especialmente devido ao contraste entre uma política monetária restritiva, um nível de desemprego relativamente baixo e o crescimento da renda.
Papel do Banco Central
“Quando a situação é incerta e se surgem dúvidas, o papel do Banco Central é adotar uma postura mais conservadora”, afirmou Galípolo.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


