Conselho apresenta a Lula propostas de metas para o desenvolvimento nacional.

Conselho apresenta a Lula propostas de metas para o desenvolvimento nacional.

by Ricardo Almeida
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Pilares de um Projeto de Nação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta quinta-feira (4), o documento intitulado Pilares de um Projeto de Nação, que contém metas estratégicas para o desenvolvimento do Brasil. A entrega ocorreu durante a 6ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão.

Formação e Reativação do Conselhão

O Conselhão é composto por 289 membros, incluindo representantes da sociedade civil e do setor empresarial brasileiro. A entidade foi criada em 2003, durante o primeiro mandato de Lula, mas foi extinta em 2019 por Jair Bolsonaro. A reativação do grupo ocorreu em 2023.

As propostas apresentadas ao presidente foram desenvolvidas com base em discussões realizadas nos últimos meses nas comissões temáticas do CDESS. O documento foi construído a partir da Estratégia Brasil 2050, que é coordenada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento e inclui metas para a próxima década, além de ações mais concretas para os próximos cinco anos.

Discussão do Futuro do Brasil

De acordo com o secretário-executivo do Conselhão, Olavo Noleto, as discussões nas comissões abordaram questões como envelhecimento da população, empregos em áreas rurais e o impacto das novas tecnologias na empregabilidade. Noleto destacou a profundidade dos debates: “Os conselheiros foram provocados com a pergunta: ‘Onde vai estar o Brasil daqui a dez anos’”.

Ele também enfatizou a importância da diversidade nas contribuições apresentadas. “Os diferentes estão aqui [no Conselhão], o que é uma riqueza. Porque, no Brasil em que as diferenças são disputadas a tapa, aqui a gente está provando que as diferenças são possíveis”, refletiu.

Importância do Diálogo com a Sociedade

O ministro da Educação, Camilo Santana, abordou a relevância do diálogo institucional com a sociedade civil. “As políticas governamentais são construídas para atender às demandas da sociedade. Essa escuta é fundamental. Esse conselho é uma forma democrática de ouvir as demandas e prioridades da sociedade”, afirmou.

Discutindo Crescimento e Desafios

O empresário Eraí Maggi, produtor de soja e algodão, fez referências ao financiamento feito em longo prazo, que englobou investimentos em maquinaria agrícola. Ele comentou sobre como isso transformou o Brasil em um dos maiores produtores de alimentos do mundo, gerando empregos e impulsionando as exportações.

Reconhecimento de Resultados

A empresária Luiza Trajano, também membro do Conselhão, destacou a redução da taxa de desemprego para o patamar histórico de 5,4% e a regulação recente das apostas esportivas. Trajano enfatizou a necessidade de valorizar os aspectos positivos do Brasil: “Vamos parar de falar mal do Brasil. Vamos destacar o que nós temos de bom e valorizar o que é nosso. Defendo e acredito profundamente no Brasil, e temos tudo para construir um 2026 mais forte, mais justo e soberano”.

Contudo, ela fez críticas à alta das taxas de juros, que, segundo ela, prejudica a atividade econômica. Além disso, convocou os empresários a se mobilizarem para promover a educação e combater a violência contra as mulheres.

Soberania Digital e Inovações

A cientista de computação Nina da Hora apresentou sua visão sobre a necessidade de uma soberania digital no Brasil. Ela defendeu a importância de investir em softwares nacionais e em soluções inovadoras, destacando a presença de universidades públicas como fontes de geração de empregos. “Não se trata de um isolacionismo, nem de tecnofobia. O fortalecimento da nossa soberania nacional também precisa passar por soluções desenvolvidas internamente”, afirmou.

Valorização do Trabalho e Ações Governamentais

Mônica Veloso, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, relembrou conquistas significativas dos trabalhadores, que incluem a valorização contínua do salário mínimo e a correção da tabela do Imposto de Renda. “Estamos falando de uma economia de cerca de 83% de um salário, que representa praticamente um 14° salário a mais. Isso significará R$ 28 bilhões a mais em circulação nas mãos dos trabalhadores, impactando diretamente em renda, consumo e criação de mais empregos”, analisou.

Questões Urbanas e Segurança Pública

O ativista Preto Zezé, cofundador da Central Única das Favelas (Cufa), reconheceu que o governo precisa renovar o debate sobre questões urbanas no Brasil, em particular sobre segurança pública. “Não podemos deixar o debate ser reduzido a questões como munição, polícia e viatura. Precisamos de intervenções integradas dentro dos territórios urbanos”, disse Zezé.

Ele também abordou a precarização do trabalho e destacou que as favelas geram uma economia significativa, de R$ 312 bilhões, que muitas vezes fica à margem do reconhecimento estatal. “Quando o Estado chega próximo desse ambiente econômico desregulado, muitas vezes, ele atrapalha ou é visto como um inimigo. Precisamos de políticas públicas que atendam às necessidades desses territórios”, finalizou.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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