Bancos se destacam na bolsa em 2025, mas 2026 reserva desafios diversos, alerta JPMorgan.

Bancos se destacam na bolsa em 2025, mas 2026 reserva desafios diversos, alerta JPMorgan.

by Ricardo Almeida
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Desempenho dos Bancos em 2025

Os bancos encerram o ano de 2025 com um desempenho que pode ser visto como admirável em comparação a outros setores. Com exceção do Banco do Brasil (BBAS3), todas as instituições financeiras apresentaram uma alta de pelo menos 30%. O Bradesco (BBDC4) destacou-se, registrando um crescimento de 60%, enquanto o Itaú (ITUB4) acumulou uma valorização de 50%.

Fatores que Contribuíram para o Crescimento

A observação da base de comparação é um aspecto importante, pois os papéis iniciaram o ano nas mínimas. Os resultados positivos, aliados ao forte fluxo de investidores estrangeiros que impulsionou a bolsa, criaram um ambiente propício para a valorização das ações.

Contudo, depender exclusivamente do cenário macroeconômico pode apresentar riscos. As instituições financeiras também necessitam adotar medidas eficazes para conquistar a confiança dos investidores.

Preparações para 2026

Um relatório do JPMorgan delineou as estratégias de cada banco para o ano de 2026.

Itaú: Foco na Redução de Custos

No Itaú, uma das instituições mais apreciadas pelos investidores, a redução de custos permanece como prioridade. A instituição planeja fechar entre 350 e 400 agências até o final do ano e pretende desacelerar o crescimento das despesas em 2026.

Até o momento, o setor de varejo tem sido o principal impulsionador do crescimento, com um aumento significativo nos empréstimos consignados do INSS, que estão se recuperando após um período desafiador ocorrido nos primeiros nove meses de 2025. Os empréstimos consignados destinados a pessoas físicas, assim como os financiamentos imobiliários, também apresentaram resultados positivos.

O JPMorgan destacou que "a qualidade dos ativos mantém-se estável, apesar do cenário macroeconômico desafiador".

Bradesco: Três Pilares para 2026

Em uma abordagem diferente do Itaú, a equipe de gestão do Bradesco compartilhou três pilares de atuação para 2026:

  1. A instituição ainda observa melhorias operacionais, com uma perspectiva otimista para o aumento das receitas.
  2. A administração acelera o plano de transformação, que pode implicar em custos elevados no curto prazo.
  3. A estratégia continua com um foco em evolução gradual, ao invés de ganhos rápidos de rentabilidade, embora exista potencial para crescimento com o avanço dos índices de eficiência.

O JPMorgan prevê que o crescimento do crédito pode desacelerar em 2026, mas mantém uma perspectiva otimista. A expectativa é que as receitas e a margem financeira (NIM) permaneçam estáveis ou até mesmo aumentem, à medida que o Bradesco busca captar mais passivos e melhorar suas condições de financiamento.

Além disso, será crucial concentrar-se em investimentos estratégicos e de longo prazo nas despesas operacionais, reconhecendo que as eficiências estão amadurecendo a partir da otimização atual dos canais utilizados.

Banco do Brasil: Desafios no Agronegócio

No caso do Banco do Brasil, após um ano de ajustes, o ambiente continua a ser pessimista, com o agronegócio apresentando-se como um fator desafiador que deverá continuar a pressionar a instituição em 2026. A gestão já negociou R$ 13 bilhões em empréstimos sob a MP 1314, prevendo que esse valor chegue entre R$ 20 e R$ 25 bilhões.

A administração deixou claro que não espera reversão de provisões neste momento, indicando que abril será um mês a ser monitorado de perto, uma vez que é quando os empréstimos provenientes do plano de safra começam a ser pagos.

Além dos desafios no setor agrícola, houve deterioração nas carteiras de cartões de crédito associadas a pequenos e médios produtores rurais, e os desafios enfrentados por pequenas e médias empresas continuam a ser um tema relevante.

Para 2026, a previsão é que o banco tenha um crescimento de empréstimos na faixa de um dígito médio, com um foco principalmente em clientes pessoas físicas.

Santander: Implicações da Tributação

Para o Santander Brasil, o principal desafio que se apresenta para 2026 relaciona-se com a possibilidade de uma alíquota de imposto mais alta, no contexto de uma normalização após os níveis artificiais de 2025. A subsidiária do banco espanhol também está otimista quanto à redução de despesas no próximo ano, "refletindo a otimização das agências realizada nos anos anteriores".

Apesar de a mensagem sobre a qualidade dos ativos ser predominantemente positiva, ainda existe a possibilidade de agravamento em algumas situações corporativas, considerando que a taxa Selic continua elevada.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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