Protesto de Glauber Braga na Câmara
O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) ocupou a Presidência da Câmara na terça-feira, 9 de outubro, em um ato de protesto contra a votação de um projeto de lei que propõe a redução das penas para condenados por atos relacionados à tentativa de golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro. Essa proposta inclui, entre outros, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Discurso e Intenção de Permanência
Durante a sessão, que começou por volta das 15h30, Braga presidiu normalmente. No entanto, cerca de duas horas após o início, ele fez um contundente discurso contra a proposta de dosimetria, expressando sua intenção de permanecer na presidência.
“Eu vou me manter aqui firme até o final dessa história. Se o presidente da Câmara dos Deputados quiser tomar uma atitude diferente da que ele tomou com os golpistas que ocuparam esta Mesa Diretora, e que até hoje não tiveram qualquer punição, essa é uma responsabilidade dele. Eu aqui ficarei até o limite das minhas forças”, afirmou o deputado. Ele se referiu a um episódio ocorrido em agosto deste ano, quando deputados alinhados ao ex-presidente Bolsonaro ocuparam as Mesas da Câmara e do Senado em resposta à decretação da prisão domiciliar de Bolsonaro.
Interferência da Polícia Legislativa
A decisão de Braga provocou uma ação da Polícia Legislativa que buscou esvaziar o plenário, tentando convencer o deputado a deixar a tribuna. Jornalistas de emissoras de televisão que estavam presentes relataram que foram forçados a deixar o local, enquanto a transmissão ao vivo da TV Câmara foi interrompida.
Pauta do Projeto de Dosimetria
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia anunciado, anteriormente, sua intenção de pautar o projeto de dosimetria, que visa reduzir as penas de condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em relação aos atos da tentativa de golpe.
Processo de Cassação
Atualmente, Glauber Braga é alvo de um processo de cassação de mandato, com a votação prevista para quarta-feira. Ele responde a esse processo após ter agredido, empurrando e chutando, um militante que o insultou nas dependências da Câmara.
Fonte: www.moneytimes.com.br


