Bom Dia – – 11 de dezembro de 2025
Este é o Bom Dia -, trazendo as principais informações que você precisa saber antes da abertura da Bolsa!
Bolsas Mundiais
Estados Unidos
Os futuros nos Estados Unidos registravam queda, uma reação que se deve aos resultados da Oracle, que reacenderam os temores em relação ao setor de tecnologia, mesmo após o Federal Reserve (Fed) ter promovido um corte na taxa de juros na sessão anterior, impulsionando os mercados. No after-market, as ações da Oracle caíram mais de 10% após a divulgação de uma receita trimestral que ficou aquém das expectativas, intensificando o debate sobre a velocidade com que as empresas de tecnologia conseguirão obter retorno sobre seus investimentos em inteligência artificial (IA).
As bolsas americanas haviam avançado na quarta-feira, sustentadas pelo anúncio do Fed que cortou a taxa básica pela terceira vez no ano, descartando a possibilidade de aumento. O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) reduziu a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, estabelecendo-a entre 3,5% e 3,75%, indicando um ritmo mais lento de afrouxamento para o futuro. O presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que a instituição está “bem posicionada para esperar e observar a evolução da economia”.
Europa
Na Europa, as bolsas operavam sem um senso único. Os investidores estavam avaliando a flexibilização monetária nos EUA, temperada por comentários de Jerome Powell, ao mesmo tempo em que aOracle gerava apreensão sobre seus elevados investimentos em inteligência artificial. O índice pan-europeu Stoxx 600 apresentou uma leve alta de 0,18%, posicionando-se em 579,22 pontos.
O Banco Central da Suíça optou por manter sua taxa básica de juros inalterada em zero, como já era esperado, mas sinalizou que está aberto a um novo corte que pode levar os custos de empréstimo a níveis negativos, caso ocorra um período prolongado de deflação. Em Frankfurt, as ações da Symrise, produtora de aromas e fragrâncias, e da gigante tecnológica SAP apresentaram quedas de 2,41% e 2,28%, respectivamente.
Ásia
Os mercados na Ásia fecharam em queda, com um clima de apreensão provocado pela desvalorização dos futuros de Wall Street durante a madrugada. As projeções de gastos da Oracle ampliaram o temor sobre os investimentos em capacidade computacional e infraestrutura relacionada à inteligência artificial. Após o alívio monetário nos EUA, o foco dos investidores deslocou-se para os próximos passos da política monetária, em meio à ansiedade sobre a troca do comando no Banco Central americano em 2026.
No Japão, o índice Nikkei encerrou em baixa de 0,9%, marcando 50.148,82 pontos. Ações do Softbank despencaram 7,7%, enquanto a Daikin, fabricante de ar condicionado, viu suas ações subirem 0,7% após anunciar um investimento de US$ 163 milhões na criação de uma unidade de pesquisa e desenvolvimento nos EUA, focada em sistemas de refrigeração para data centers.
O índice Hang Seng, referência em Hong Kong, finalizou estável, cotado a 25.530,51 pontos. O clima negativo em relação ao retorno de investimentos em inteligência artificial impactou a estreia em Bolsa da Jingdong Industrials, fornecedora chinesa de tecnologia. As ações dessa empresa caíram mais de 7% logo no início da negociação. A Vanke, desenvolvedora imobiliária, recuou 3,4%, desfazendo parte da alta anterior, em meio aos esforços para renegociar o pagamento de seus títulos.
No mercado continental da China, o Shanghai Composite caiu 0,7%, a 3.873,32 pontos, enquanto o Shenzhen Composite registrou perda de 1,4%, situando-se em 2.457,15 pontos. Em Taiwan, o índice Taiex desvalorizou-se em 1,3%, para 28.024,75 pontos. Na Oceania, o S&P/ASX 200 encerrou em alta de 0,15%, alcançando 8.592,00 pontos.
Preços das Commodities
Petróleo: Os futuros internacionais de petróleo WTI estão sendo negociados a US$ 57,88, apresentando uma queda de 0,99%. O Brent é negociado a US$ 61,60, com uma desvalorização de 0,98%.
Bitcoin: O valor do Bitcoin chega a US$ 90.066,00, com uma queda de 3,47%.
Ouro: O preço do ouro foi cotado a US$ 4.214,90 a onça-troy, apresentando um recuo de 0,42%.
Minério de Ferro: O minério de ferro, na bolsa de Dalian, teve uma queda de 1,30%, valendo 757 iuanes, o equivalente a US$ 107,15.
Brasil
Taxa Selic
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros, com a Selic permanece em 15% ao ano. Essa é a quarta reunião consecutiva em que o Copom decidiu manter a taxa inalterada. A decisão, unânime entre os membros do Conselho, levou em consideração dados que indicam que o mercado de trabalho ainda está pressionado e a inflação continua acima da meta, especialmente em decorrência do aumento da inflação do setor de serviços. Também foram mencionadas tarifas comerciais impostas pelo Brasil aos EUA. O Copom apontou a necessidade de uma política monetária contracionista por um “período bastante prolongado”.
Nenhum diretor indicado pelo presidente Lula (PT) votou a favor de um corte na taxa Selic em 2025. Até o momento, foram oito reuniões do Copom neste ano, todas com decisões unânimes para manter ou aumentar o patamar já estabelecido. Na quarta-feira, os nove integrantes do Copom optaram por manter a Selic pelo quarto encontro consecutivo. O juro-base foi elevado de 12,25% para 15% ao ano ao longo de 2025.
Economia
- Renda Fixa: A decisão do Comitê de Política Monetária de manter a Selic em 15% ao ano eleva a atratividade da renda fixa no curto e médio prazos, conforme especialistas do setor financeiro. Com a inflação projetada em 4,16% para 2026, investimentos atrelados à taxa básica oferecem retornos reais próximos a 11%, mantendo o segmento como foco dos investidores para o próximo ano. A manutenção de taxas reais acima de 7% ao ano e a proteção contra choques inflacionários destacam a importância dos papéis vinculados à inflação, considerando que 2026 é um ano eleitoral, o que requer cautela na alocação em ativos considerados seguros.
- Enel: Após um vendaval que deixou 2 milhões de imóveis sem luz na Grande São Paulo, a Aneel demandou explicações da Enel SP sobre suas ações durante o apagão. O órgão compara a situação a episódios de blecautes de 2023 e 2024, levantando dúvidas sobre a capacidade da empresa em lidar com eventos climáticos desse porte. A Enel informou que aumentou a equipe de campo antes do vendaval e mobilizou 1,3 mil equipes para restaurar o fornecimento de energia, garantindo que responderá ao ofício no prazo estipulado.
- Correios: O governo decidiu que não fará aporte de recursos próprios nos Correios neste ano, conforme divulgado pela Folha. A estatal solicitava R$ 20 bilhões para uma reestruturação entre 2025 e 2026 e agora buscará um empréstimo bancário garantido pelo Tesouro, com operação prevista para a próxima semana.
- Fusões e Aquisições: O Cade aprovou a fusão entre Petz e Cobasi, projetando a criação de um grupo com mais de 480 lojas e um faturamento de R$ 7 bilhões. Entretanto, impôs a condição de venda de 26 lojas em São Paulo, correspondendo a 3,3% da receita da nova empresa. A Petlove demonstrou interesse em adquirir esse lote.
- Iguatemi: A companhia planeja vender participações minoritárias em quatro shoppings para o fundo imobiliário XP Malls, em uma operação avaliada em R$ 372 milhões. Incluem-se no pacote os empreendimentos em Alphaville, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Porto Alegre. O Iguatemi continuará responsável pela administração dos ativos.
- Copel: Anunciou nesta quarta-feira, 10, que seu conselho de administração aprova a distribuição de dividendos no montante total bruto de R$ 1,35 bilhão. O valor por ação ordinária será de R$ 0,45460171311, e os acionistas deverão manter suas ações até o dia 30 de dezembro de 2025 para ter direito ao recebimento.
Agenda Econômica
- Opep publica relatório mensal
- 06h00 – AIE publica relatório mensal de petróleo
- 09h00 – IBGE: Vendas do varejo de outubro
- 09h00 – IBGE: Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de novembro
- 10h30 – EUA: Pedidos de auxílio-desemprego
- 10h30 – EUA: Balança comercial de setembro
- 12h00 – EUA: Estoques no atacado de setembro
Ibovespa e Dólar no Último Pregão
Ibovespa
O principal índice do mercado brasileiro, o Ibovespa, fechou em alta de 0,69%, alcançando 159.074,97 pontos na quarta-feira (10), seguindo o otimismo internacional gerado pelo corte de juros do Federal Reserve, que agora se encontra na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, representando o terceiro corte consecutivo de 0,25 ponto percentual. O volume financeiro totalizou R$ 23,10 bilhões.
Maiores Altas do Ibovespa
| Ação | Variação | Preço |
|---|---|---|
| CSNA3 | +6.41% | R$ 9,63 |
| USIM5 | +4.06% | R$ 6,15 |
| FLRY3 | +2.85% | R$ 14,82 |
| CMIN3 | +2.73% | R$ 5,65 |
| GGBR4 | +2.67% | R$ 19,59 |
Maiores Baixas do Ibovespa
| Ação | Variação | Preço |
|---|---|---|
| CEAB3 | -3.98% | R$ 13,51 |
| VAMO3 | -3.71% | R$ 3,63 |
| PCAR3 | -3.01% | R$ 3,87 |
| AZZA3 | -2.46% | R$ 24,97 |
| HYPE3 | -2.35% | R$ 23,68 |
Dólar
O dólar fechou em alta de 0,60%, cotado a R$ 5,4686.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o dia em alta de 0,02%, alcançando 3.676,39 pontos.
Fonte: CNBC, Valor Investe, G1, BDM, InfoMoney. Atualização: 7h30 (horário de Brasília).
Fonte: br.-.com


