Mercados na Ásia-Pacífico
As bolsas de valores da região da Ásia-Pacífico encerraram a maior parte do pregão desta terça-feira, 16 de dezembro, com resultados em queda. Essa tendência reflete a cautela demonstrada por investidores, que aguardam indicadores econômicos dos Estados Unidos, além de observar a pressão nos futuros da Bolsa de Valores de Nova York, conhecida como Wall Street. Um dos índices que apresentou maior variação negativa no dia foi o Kospi, da Coreia do Sul, que foi impactado por recentes mudanças tributárias no país. Também estavam no radar dos investidores dados relacionados à atividade econômica e sinais de política monetária, em um ambiente que evidenciava volatilidade e ajuste nas posições.
Desempenho na China
No mercado da China continental, os investidores estavam atentos às leituras sobre a atividade econômica interna e às sinalizações de políticas econômicas. O Shanghai SE Composite (Shanghai SE) finalizou o dia com uma queda de 1,1%. O Shenzhen Composite teve um resultado ainda pior, com uma retração de 1,5%, refletindo a frustração de parte do mercado, que esperava medidas de estímulo mais contundentes em um horizonte próximo. Apesar de os representantes do governo terem reconhecido a necessidade de estimular a demanda interna, os investidores continuam comparando o ritmo atual de apoio governamental com experiências passadas, o que impacta o mercado de ações, juros locais e o apetite por risco.
Contexto no Japão
No Japão, a atenção do mercado estava voltada para os indicadores econômicos e a expectativa gerada pela próxima reunião do banco central. O índice de gerentes de compras (PMI) composto caiu para 51,5 pontos em dezembro, cifra que, apesar de ser inferior ao resultado anterior, ainda se encontra acima da projeção de mercado que indica um patamar neutro de 50 pontos. Esse dado sinalizou uma desaceleração marginal da atividade econômica, o que geralmente reforça a expectativa de uma política monetária acomodatícia. Dentro desse cenário, o índice Nikkei 225 (TSE:N225) encerrou o dia com uma queda de 1,6%, acompanhando a tendência de aversão ao risco observada globalmente.
Mercados em Hong Kong
No mercado de Hong Kong, o sentimento negativo gerado pela situação na China continental também pressionou os índices, mesmo diante de alguns destaques positivos no noticiário corporativo. O Hang Seng (HKI:HSI) terminou o dia com uma queda de 1,5%. A estreia da Guoxia Technology na bolsa, que contou com uma demanda forte durante sua oferta pública inicial, adicionou uma onda de volatilidade ao pregão. Além disso, movimentações específicas nas ações do setor imobiliário contribuíram para limitar perdas mais significativas. Em geral, dados sobre a atividade econômica e as expectativas de crescimento na China continuam a exercer uma influência considerável sobre os preços das ações, a taxa de câmbio e os juros na região.
A Bolsa Australiana
Na Oceania, a Bolsa de Valores da Austrália também refletiu um tom cauteloso. O índice ASX 200 (ASX:XJO) registrou uma queda de 0,42% em Sydney. Com a ausência de novos indicadores econômicos relevantes ao longo do dia, os investidores mantiveram sua atenção em fatores externos, especialmente nas projeções relacionadas a possíveis aumentos nas taxas de juros nos Estados Unidos e nos discursos de representantes de bancos centrais, que costumam influenciar a dinâmica tanto da bolsa de valores quanto o mercado de câmbio local.
Foco na Coreia do Sul
Na Coreia do Sul, o foco estava nas decisões recentes de política fiscal. O governo do país aprovou um projeto de lei que aumentará as alíquotas do imposto sobre o rendimento das empresas em um ponto percentual em todas as faixas a partir do próximo ano. Essa medida intensificou a percepção de custos para as empresas, o que geralmente pressiona os preços das ações e pode impactar os juros no mercado local. Como resultado, o índice Kospi (KSE:KOSPI) caiu 2,2%, registrando a maior variação negativa entre os principais mercados da região.
Mercado Cambial Asiático
No mercado de moedas, as principais divisas da Ásia operaram de forma cautelosa em relação ao dólar e ao euro, refletindo a valorização da moeda norte-americana em períodos de maior aversão ao risco. Movimentos mais defensivos tendem a favorecer o dólar, enquanto as moedas de economias orientadas à exportação e de mercados emergentes demonstram uma sensibilidade maior em relação à volatilidade que caracteriza o cenário global.
Acompanhamento em Tempo Real
Os investidores que desejam seguir de perto as cotações, indicadores econômicos e a movimentação nos mercados globais podem acompanhar as informações pelo Monitor –.
Fonte: br.-.com

